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Thursday, December 22, 2016

O Comandante Guélas - Série Paço de Arcos 78 - Ao velhinho se torce o pepino


O Comandante Guélas

Série Paço de Arcos

Futebol P.A. 9

Em Paço de Arcos, terra com hábitos desportivos, joga-se mais Padle no Watshapp, que substituiu o café do Américo, do que no campo. E aqui já se destacam dois atletas, o hilariante Cociolo que joga à chuva para esquecer aquilo que foi um dia, o Cociolo, e joga à chuva para esquecer aquilo que é hoje, o Cociolo.
- “Entrar nestas conversas é um insulto à inteligência”, - protesta o jogador de personalidades labirínticas, imprevisível e incoerente.
E o Conan Vargas, que “joga por diversão”, mostra que vai para o campo à procura de sexo!
- “Já tenho bolas, bandolete, fita de óculos, punhos, e outras padeleirices. Só não tenho guarda chuva”! – respondeu.
Valorizamos o futebol de Paço de Arcos como um pilar essencial à nossa sobrevivência. E quando se vai jogar pensando que nada de novo irá acontecer, e portanto a crónica semanal não terá conteúdos para prosseguir, eis que o Caramelo traz o amigo Carcaça, e o Fininho o filho ilegítimo Fernandinho. O primeiro, sem pronunciar qualquer palavra, e aparecendo detrás de um carro, estende uma nota de cinco ao Peidão, um eurodependente, que abre de imediato a bolsa das esmolas para aceitar tão generosa dádiva, e segue viagem em direção ao campo decidido a jogar. O segundo vem com um sorriso de orelha a orelha, e é de imediato aceite por estar abrangido pela “Lei do Sete Escadas”. No campo o Caramelo põe como condição para participar na escolha das equipas, ficar de imediato com o Brinca na Areia, alegando “nunca ter jogado com ele”, mas o Peidão chama-o à razão:
- É contra as regras, temos de escolher com a pedra, o Fininho é homem para anular o resultado no final, caso perca, alegando incumprimento dos estatutos. Todo o cuidado é pouco, trouxe o Fernandinho por alguma razão. Mas está descansado, eu sou um jogador de rotinas, ponho a pedra na mão direita e atrás das costas mudo.
E assim o Caramelo aceitou cumprir. Mas os hábitos mudam! A pedra permaneceu na mão direita e o oponente escolheu a esquerda. O Bill começou o jogo com grande fulgor, conseguiu acertar duas vezes nos postes, mas acabou por ser traído pelas habituais “Disfuncionalidades Cognitivas Temporárias”, que o fazem jogar com muita qualidade na equipa adversária.  Entrou Fernandinho, saiu Botas Sanjo, estava encontrado um novo jogador com perfil para o Futebol PA, que nunca seria aceite no Incha Padle, um grupo elitista, cuja mensagem do Velhinho não deixa margem para dúvidas:
- “Cociolo tens de ir para orientar os coxos, nem que seja roda bota fora”.
Mas para compreendermos esta nova modalidade que atrai todos os mancos finos da vila de Paço de Arcos, basta seguir a rotina de dois dos seus atletas de maior renome:
São 7 horas duma sombria e chuvosa  manhã paçoarcoense, Conan Vargas, uma lenda viva da Costa do Estoril, autor da frase mais famosa de todos os tempos, “dou 8 de seguida sem ver a luz do sol”, nunca tendo compreendido que as mijas não contavam, espreita pela janela e vê que o seu adversário direto de Padle, Cociolo, já está na estrada a treinar para o próximo campeonato. Ambos representam dois mundos paçoarcoenses opostos, que se digladiarão mais tarde num campo da Quinta da Moura, onde habita o mais complexo jogador do Futebol PA, o Milhas. O Cociolo sempre avaliou muito mal o que a maioria dos concidadãos pensam dele, estica a corda até ao ponto em que a própria sombra foge. Por isso entre o Conan e o Cociolo existe uma dissonância cognitiva e afetiva, que separa as elites bem pensantes do povo cosmopolita. Mas há agora uma esperança de mudança, os Coxos de Prata, um sub grupo do Incha Padel, que se encontra ainda na fase da bolha, impensável existir no Futebol PA. E com outros objetivos bem definidos está o Big Mac que, a coberto de uma reportagem fotográfica, vai construindo a sua famosa “Lista Chinoca”!

Saturday, December 17, 2016

O Comandante Guélas - Série Paço de Arcos 77 - Operação Mata Velhos

O Comandante Guélas
 Série Paço de Arcos
Futebol P.A. 8 

Quando o Big Mac apareceu no futebol de domingo a fazer a apologia do Padel, o Tio Mino desconfiou, não porque ele trouxesse um braço ligado, mas porque se definia como um “velho atleta que já contava para cima de cinco dezenas, sem uma hora a mais ou a menos”. Mal ele sabia que uns dias antes o Big Mac tinha proferido umas estranhas palavras no final de uma reunião de trabalho numa sinistra agência funerária, a “Cinzas Finas”, na Brandoa:
- Amigos, amigos, negócios à parte! - Explicou, com as lágrimas a caírem em catadupa.
O esquema estava montado, as vítimas seriam encaminhadas para o primeiro e último jogo com o Preto, o Chinoca e o Conan Vargas. Mas vamos por partes! O isco era o imponente Conan Vargas, imagem de marca do Padel paçoarcoense, com legenda e tudo:

 “sou demasiado forte para alguns, é esse o meu problema!”

 E uma vez em campo despachavam rapidamente o atleta, cujo óbito era logo ali declarado pelo médico, facilitando o transporte imediato do corpo na mala do carro do proprietário do forno de Barcarena, ao mesmo tempo que o homem da Remax punha o nome do falecido no cartaz da venda da propriedade agora desocupada. Mas o negócio previa outras mais valias! Só convidavam pesos médios, para assim terem que gastar mais lenha na fritura, por ausência de gordura corporal. O Velhinho nunca poderia jogar, iria pôr em risco o negócio do Chinoca, explodindo no ato da fritura, devido a ter as células atestadas de álcool. Havia um indício que os convidados desconheciam, a crise de lenha nas redondezas, toda ela açambarcada pelo asiático.
 - É a ideia perfeita, mas não poderei convidar os amigos todos juntos, vêm a prestações, - explicou o empresário de Padel aos cúmplices.
Mas havia outro a fazer negócio paralelo, o Tio Kiki, o homem do material, que acabara de comprar várias frigideiras no Ikea.
- Digo-lhes que são raquetes, nem notam a diferença!
Por isso, caros paçoarcoenses, desconfiem de cada vez que receberem um convite do grupo Incha Padel do Whatsapp.

Tuesday, November 22, 2016

O Comandante Guélas - Série Paço de Arcos 76 - Este campeonato é só para velhos

O Comandante Guélas

Série Paço de Arcos

Futebol P.A. 7


“Os putos deviam ver o exemplo dos velhos com conversas de merda, que durante 40 anos continuam grandes amigos e a jogar à bola todos os fins de semana”, foram as palavras sábias do Tio Mino na antevéspera do primeiro jantar do Futebol PA, quarenta anos depois do Choné ter tido a primeira lesão no joelho ao dar início ao jogo, por ser o dono da bola alugada ao oponente, o Miguel CG. Durante todo este tempo o Tio Mino não fez mais do que afastar geração atrás de geração com o seu palavreado único, tendo atingido o vórtice da sua carreira de motivador desportivo quando conseguiu o degredo do Chico Marinheiro para as terras de Sua Majestade, onde chegou num estado existencial degradante, ao nível de um vendedor ambulante de salsichas moldavo, e o filho mais velho do Graise, que desapareceu sem deixar rasto, e com o pai preocupado em vir a ter dentro de casa um Milhas com apelido Baptista. Como paçoarcoense é o responsável pelo estado de demência avançada do Pica que, contra todas as regras da aviação civil, continua a voar na TAP, e que no jantar apareceu em formato Charlot, e só foi por causa da chuva que não cantou o “É Motorista”! Assim, o Tio Mino é o grande responsável pela ausência de renovação geracional, uma natalidade quase à beira do zero no Futebol PA, o que obriga os pioneiros a arrastarem-se pelo campo, que o diga o Choné, que está agora empenhado em construir o banco de reformados, ao mesmo tempo que tenta recuperar minimamente das mazelas de uma vida desportiva intensa, com a esperança de ainda poder regressar aos relvados, mesmo em formato Sete Escadas. Neste jantar ficámos a saber que a origem do Futebol PA reside numa dupla estilo Bonnie e Clyde paçoarcoense que, depois de aterrorizar a Península Ibérica durante os anos setenta, resolveram dedicar-se à filantropia e criar este grupo cultural, que mistura debate e um pouco de desporto. Passemos agora à segunda parte do relatório!

Uma vitória contra o Fininho representa sempre uma rutura contra um populismo exuberante. O jogo deste domingo chuvoso foi uma repetição do anterior, um clássico 6 x 6: Tio Mino, Tio Kiki, Caramelo, Laranja, Barnabé e Bill versus Milhas, Zé Miguel, Peidão, Chico Paulo, Espalha e Tarolo! O astuto Sobrinho da Uber, especialista em pormenores e condução das bolas, reparou num pormenor vantajoso para a sua equipa, o Tio Mino apresentou-se em campo sem a cremalheira de cima, esquecida algures entre o copo de água na mesa de cabeceira e o penico com o álcool do Trumps que o fígado do dito senhor se recusara a processar. Assim, o atleta que só sabe jogar a falar estava desfalcado, sem a prótese não haveria pressão psicológica sobre os adversários, principalmente o Milhas, que jogou solto e feliz, tendo sido escolhido pela crítica especializada como o jogador da semana, um Messi paçoarcoense. O Tio kiki adormeceu várias vezes à baliza na altura em que a bola ia para o fundo das redes, tendo feito por isso três fabulosas defesas. Mas o jogo foi na mesma manipulado pelo Fininho, que introduziu novas regras:

- Só se podem marcar golos dentro da grande área!

Seguido de um desmentido do Bill, que confidenciou que o Tio Mino lhe telefona muitas vezes a pedir conselhos:

- Afinal vale de todo o lado!

Conclusão, o primeiro golo da equipa do Milhas foi anulado porque o rematador fez o gesto três milímetros antes, segundo parecer validado pelo Tio Mino. Ainda tentaram assinalar um penálti por bola na mão do Peidão, mas a justiça divina fez o esférico entrar de seguida na baliza oposta. O Tarolo esteve de parabéns, chuva e meia dúzia foi música para as pernas dele!

- A derrota do Tio Mino acontecerá sempre que a distribuição dos coletes pelo Preto for controlada e a prótese do Fininho escondida no saco, ausência esta que lhe causa soluços constantes e um apertão na garganta, que encravam as palavras - diz com eloquência o cientologista Espalha.

Tuesday, November 15, 2016

O Comandante Guélas - Série Paço de Arcos 75 - Katsuramuki

O Comandante Guélas

Série Paço de Arcos

Futebol P.A. 6


Para se conseguir sentir o espírito desta estória convém relembrar as ameaças do Fininho no início da semana: “ Para tua informação o resultado do próximo jogo é de 6 – 3”; “O Milhas é da tua equipa e marca dois golos na própria baliza”! A fixação da memória através da escrita serve para combater a corrupção, porque o Futebol de Paço de Arcos vive num tempo sem fé, que não nos dá a energia necessária para acreditarmos, eventualmente, na vitória. A confiança na modalidade foi abalada pelo binómio Tio Mino / Bola, e a sua comichão na língua, que semeou a ruína e sacrificou a ética paçoarcoense às suas ambições desmesuradas, traindo as memórias daqueles que tornaram o desporto da vila, grande. O Rui Marinheiro, o terceiro ancião na escala hierárquica, ainda tentou moralizar os amigos no início da época, aplicando num dos jogos a técnica de corte Katsuramuki a um remate que pretendia fazer, e em vez de puxar simplesmente a perna para trás como sempre fez nos biqueiros, torneou-a em redor do esférico, e sentiu a fruta a descair e a fazer barulho como o carrilhão de Mafra, ao mesmo tempo que revirou os olhos e elevou os ombros. Foi de novo para o lar fazer Kung Fu, e o Fininho, o quarto na hierarquia, estava outra vez aos comandos do esférico. Mas desta vez o Sobrinho da Uber, e proprietário do espaço, só abria a porta com a presença dos pais fundadores, Miguel CG e Choné, que responderam prontamente ao apelo, trazendo dois assessores, o Focas e o Rato. O confronto era um clássico 6 x 6! A tática delineada pelo Espalha iniciou-se na distribuição dos coletes, a pressão sobre o Preto para que não tivesse a habitual amnésia foi uma constante, e assim o material foi honestamente distribuído. Vedaram o acesso do Tio Mino ao Milhas, para este não ter a habitual overdose de lamentos e queixumes, e o Rato foi amarrado à baliza adversária. Quando o Bill iniciou a sua carreira futebolística tinha como sonho chegar à meia idade com os epítetos de “revolucionário”, “vanguardista” ou “génio”, mas só conseguiu alcançar o primeiro objetivo no verão quente de 1975, a jogar bilhar de bolso com o Titó e o Balacó, quando vendiam “Avantes” na estação de Paço de Arcos. Por isso teve mais uma vez um começo de jogo difícil, porque é um jogador atípico que não sabe o que é passar uma bola, limita-se a larga-la, por isso a sua equipa tem sempre de antecipar-se aos sinais de abandono iminente. E foi o que aconteceu, e assim a equipa do Fininho aproveitou para marcar dois golos oferecidos de bandeja.
- Ainda podemos ganhar, - gritou o Peidão, tentando moralizar uma equipa de difícil gestão.
Tarolo, Bill, Milhas, Peidão, Espalha e Zé Miguel, tinham uma missão ingrata, levar uma vitória para o primeiro jantar do Futebol PA. Do outro lado estava o temido fanfarrão Fininho, o tio Kiki, o Barnabé (que diz ter sempre dinheiro no carro, e já não paga há várias épocas, um hábito adquirido pelo convívio com o Chico Paulo), o Preto, o Caramelo e o Clark Quente. O primeiro sinal veio do Tarolo quando, num habitual inconsequente contra ataque, tentou imitar o pai do Clark Quente e, em vez de dar um biqueiro na bola, e colocá-la no fundo da baliza do Fininho, optou por um Katsuramuki, que obrigou o Choné, o segundo na hierarquia e o primeiro jogador da nova geração de futebolistas de bancada, a reagir:
- Burro, deixa-te de marinheirísses!
E graças a Deus tudo aconteceu uns minutos depois quando o Tarolo tropeçou na bola à entrada da pequena área adversária e empurrou o esférico lá para dentro.

2 – 1
Com o Tio Mino longe do Milhas, este foi o responsável pelo empate. Surgiu então a primeira tentativa para anular o feito, mas com o chefe máximo presente tal foi impossível.

2 – 2

Seguiu-se um novo Katsuramuki do Tarolo, que ia varrendo o presidente, que ficou a saber que nesta modalidade o sítio mais perigoso é a bancada, e o mais seguro é na baliza. O Zé Miguel ainda ensaiou um “passa ao papá”, mas só marcou após um violento contra ataque com o progenitor ao lado, mas jogou com inteligência não lhe passando a bola.

2 – 3
Quando o caramelo se apercebeu de que para conseguir jogar teria de estar constantemente a inverter o padrão de jogo, já era tarde, pois do quarto golo ninguém se lembra, mas o quinto foi um fenómeno do Entroncamento, mas como as imagens foram roubadas, ficam as palavras dum jornalista:
- Foi o  Katsuramuki porque todos esperaram ao longo destes 40 anos!
O homem do jogo foi o Sobrinho da Uber, que tem guiado a sua carreira com audácia e coragem, aparecendo revigorado de jogo para jogo. A sorte do Fininho mudara, desta vez não conseguiu sentar-se na bola, cair e gritar que é falta. Mas há quem diga que está a tentar trazer da Suíça um padre, para ter a ajuda do Senhor. Ficam as palavras sábias do presidente: "Gostei do que vi, bom futebol, arbitragem impecável, valeu a pena a iniciativa de 1976 na praia de Carcavelos."!

Tuesday, November 08, 2016

O Comandante Guélas - Série Paço de Arcos 74 - O Polvo

O Comandante Guélas

Série Paço de Arcos

Futebol P.A. 5

 
Dizem que o Padrinho, sem contestação, é o mais relevante teórico do futebol paçoarcoense, e isto significa saber jogar num campo de polémicas e batalhas.
- “ Para tua informação o resultado do próximo jogo é de 6 – 3”, - escreveu o cidadão português Fininho, autóctone de Paço de Arcos, no whatsapp às 11 horas e quarenta e seis minutos do dia 7 de novembro de 2016, segunda feira.
A ameaça era para ser levada a sério, foram por isso informados aqueles em quem a vila ainda pode confiar: o Sobrinho da Uber, dono do espaço desportivo, e o Bill, o jornalista mais idoso do grupo, caso o Sete Escadas da “Voz de Paço de Arcos” não venha de boleia com o suspeito. E a provocação continuou:
- “O Milhas é da tua equipa e marca dois golos na própria baliza”!
O Preto teve mais uma das suas habituais amnésias na distribuição dos coletes, e enviou o Johnny Bravo, descendente do Focas, para a equipa adversária, onde esteve a maior parte do evento preocupado em fazer posições de Culturismo, do que em jogar à bola:
- “Tio, gostei muito da sua companhia, hoje”! – Escreveu às 0 horas e 22 minutos ao Fininho.
Recebeu de seguida um elogio, que expressou a sua satisfação pelo golo que o sobrinho lhe marcou, e que ninguém viu, e a promessa de o escolher para a sua equipa no próximo domingo. O complot iniciou-se às 5H53 da manhã do dia do dérbi, quando o Chico Paulo enviou uma mensagem encriptada:
- “Já cá estou, sou o último a ir à baliza”!
Os amigos ficaram a saber que acabara de retirar a “Tena Lady”, atirando com os indícios de dopping para o caixote de lixo, mas acabou por ser traído em campo com um gesto técnico que contraria toda a sua carreira futebolística, que pôs em evidência o seu estado de sonambulismo, um golo de cabeça após uma elevação à Ronaldo. E houve mais! O Milhas, contra todas as expetativas, e talvez já as regras, fez parte da equipa do Fininho, e não se zangou, nem com o vento, nem com a relva, nem com os colegas, prova de que foi um jogo atípico. O Tarolo, vá-se lá saber como, trouxe nos pés as chuteiras do pai, que estava naquela altura a trabalhar no embarque do avião para Istambul, e conseguiu trocá-las com o Bill, por isso todos os remates que fez fizeram a bola subir na vertical. Quanto ao jornalista, até jogou com algum bom senso, sinal de que as chuteiras do engenheiro podem ser uma mais valia na sua já ténue carreira futebolística. O Rato veio de novo a jogo, na bancada, e trouxe um amigo, o Má-Cara, que tentou publicitar a sua pretensão de formar uma escola de Padel, esquecendo-se de que estava a falar com jogadores que toda a sua vida usaram as pernas, apregoando ser uma modalidade amiga da saúde, mesmo tendo um braço enfaixado. E tudo isto desestabilizou aqueles que estavam destinados a perder. Sabemos já qual é a tática do Fininho, causar discordâncias através da introdução de leis complexas, com uma esquemática de simplicidade, que influência sempre o jogo de muitos, levando-os a praticar mais Padel do que Futebol. Quando está perante uma derrota iminente, passa a praticar um futebol de envolvência, reclamando penaltis sucessivos. Dizem que o jogo deste domingo, dia 6 de novembro do Ano da Graça de dois mil e dezasseis foi “limpinho”, “limpinho”, “limpinho”, porque desta vez o Fininho foi subtil na manipulação da constituição das equipas. É pois muito importante causar-lhe rapidamente uma derrota humilhante, ou ficaremos reduzidos a meros jogadores de Padel.