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Tuesday, January 09, 2018

O Comandante Guélas - Série Paço de Arcos 103 - O Tigre de Bengala










O Comandante Guélas
 Série Paço de Arcos
Futebol P.A. 34

No dia sete de janeiro do Ano da Graça de dois mil e dezoito  ficarão para a eternidade dois nomes do Futebol PA: Carcaça e Tigre de Bengala! O primeiro porque marcou o primeiro golo de um novo ano, de ricochete quando corria em direcção à linha lateral, o segundo, o Milhas, um paradoxo desportivo de Paço de Arcos, que todos pensavam ter sido curado pelo Tarolinho quando o arremessou sem piedade de encontro a ele próprio, tirando-o do campo para gládio de todos os amigos. Rachou o rádio, mas rasgou o cérebro. Por ter continuado a jogar no Whatsapp contra o Fininho, um improvisador inesgotável, cheio de ruídos dos fantasmas do passado, e o Espalha, um experimentador compulsivo, cheio de memórias do antigamente, ganhou uma nova alcunha, a juntar a Soneca, Azias, Beduíno e Milhas: Tigre de Bengala! Previam-se mudanças na dinâmica de jogo, quando o psiquiatra lhe desse alta por cada golo que a sua equipa sofresse o Fininho gritaria não o clássico “obrigado Zé”, mas sim “obrigado tigre de bengala”, ou, “Milhas queres a bengala para jogar?”. A escolha das equipas coube a dois veteranos, o Caramelo e o Peidão, que sabiamente escolheram os atletas que pensavam estarem ainda aptos para darem uns chutos na bola. Por isso o golo em situação de distração do Carcaça tornou-os arrogantes, julgaram que já tinham no papo a primeira vitória do novo ano. O Chico Paulo pensou que a performance continuava nos sapatos do Padel, um jogo de reformados parecido com o Dominó e o Milho aos Pombos, mas o Fininho toureou-o durante toda a partida, e várias foram as vezes em que gritou “olé”, após dribles fabulosos. A equipa do Peidão estava imparável, motivada, coesa, por isso o capitão da equipa marcou um fabuloso golo de fato e gravata, e ao Paulão, o demolidor do Futebol P.A. E isto merece um replay! O canto foi marcado com mestria, o contabilista do Futebol P.A. pensou elevar-se na altura certa, e quando se preparava para cabecear, a bola deslizou pelo pescoço, e saiu disparada para as mãos do filho mais velho do Choné, que estavam rotas, e aceleraram o esférico para o fundo da baliza. É nestes encontros que se vê a aposta que o Choné faz nos filhos: o Maninho Ensina estava possuído, o ar da bomba não era o habitual dióxido de carbono, mas sim hidrogénio, porque o oxigénio está caro, o Paulão mostrou estar com caibras nas mãos, sinal de ausência de bananas à refeição, e respectivo défice de potássio; apostou tudo no Tarolinho, que fica aviado com um Hambúrguer Natura, e este correspondeu com um golo consciente.

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