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304 estórias

Monday, February 18, 2019

O Comandante Guélas - Série Colégio Militar 88 - O Galo



O Comandante Guélas

Série Colégio Militar


Estas estórias são para serem mantidas debaixo de olho, o que elas são e o que têm para contar, são estórias de rapazes que se cumpliciaram para lá dos silêncios. O Colégio Militar condensou e engrandeceu a nossa experiência de vida, para o bem e para o mal!
Façanhas extraordinárias marcaram para sempre o lugar, ninguém consegue ficar indiferente a feitos quase impossíveis, a feitos extremos que desafiaram os limites da condição humana: saltos da 1ª Companhia para colchões empilhados junto do canhão, tunnings com o carro do capitão Caetano, rally no bólide do chulografo, ataques de cavalaria contra o pessoal da esgrima, pôr capotes na cruz do zimbório, visitas de cortesia às Meninas de Odivelas. Numa sala do primeiro andar dos claustros um tenente-Coronel armado em peru, dava início ao teste de geografia, após ter avisado os discentes de que não toleraria cabulanços, não fosse ele um ex-aluno conhecedor de todas as técnicas extras de auxílio da memória. Ainda teve tempo de abrir uma janela e falar com alguém:
- Ó ordenança, o meu cavalo já está arreado?
Felizmente não ouviu o Esperma:
- Eu montava era as tuas filhas!
O Colégio Militar era assim, um estabelecimento de ensino sobrevivente a 214 anos de instabilidade crónica, num país dirigido por gente que “não se governam, nem se deixam governar”, onde estudavam rapazes especiais. O 205/1897 dizia que quando entrou para a Luz era moda entre os alunos serem do contra, o galifão tinha a admiração dos camaradas, quanto mais dias de prisão apanhava melhor, porque ao domingo ia à missa escoltado por dois alunos armados, e isso dava estilo.
Nestes anos setenta do século passado o Galo andava instável, a Rosa tinha sido atacada numa noite escura lá para os lados do ginásio, e todos os Meninos da Luz eram suspeitos, e ainda por cima as suas galitas costumavam acompanhá-lo na atividade na Pista de Obstáculos, observadas sempre à distância por um rebanho de meninos rebarbados fardados de cotim, que cacarejavam sem interrupção, tentando sentir o cheiro a maresia nos momentos do trote, que tinha um efeito no comportamento noturno dos imberbes.
A alguns o colégio desaparafusou-os para sempre, não se sabe se por ter dado um empurrão nos genes, ou por circunstâncias do envolvimento cultural, pinturas, firmezas, mocada, apresentações à alvorada, flatetes, biqueiros, murros, estaladas e muitos outros feedbacks que se diziam pedagógicos, que o diga o diretor que um dia discursava com eloquência para o curso de ex-alunos que visitava com “saudade” o Colégio Militar, quando as portas do Salão Nobre se abriram de rompante e, tal como um dos Gafanhotos do Dario, o Girafa entrou às cambalhotas. A miudagem tinha comportamentos exclusivos, por isso ao jantar havia muitas vezes, algures numa mesa perdida no vasto refeitório, uma atividade cultural candestina, o jantar  pré-histórico, em que era proibido usar os membros superiores, havendo por isso alguma dificuldade em apanhar as lulas com os dentes, e quando as apanhavam alguns arremessavam-nas de imediato, ao estilo lançamento do martelo. O Selvagem, o 202 de 1901, quando se apanhou com estrelas nos ombros, divertia-se a amarrar os ratas a um tronco de uma árvore, onde os suspendia de cabeça para baixo. Eram os psicopatas de serviço!
Noutra ponta dos claustros a aula do Falcão no primeiro andar, não tinha deixado saudades, a única positiva, um “suficiente”, fora para o 157, que lhe foi pedir explicações, tendo como resposta uma ordem de saída, ou pela porta ou pela janela:
- Vou pela janela, - disse o aluno correndo para ela e atirando-se.
O Falcão ficou branco, mas desconhecia que este Menino da Luz fazia parte do Grupo Especial do professor Dario, e por isso após o salto agarrou-se à borda da janela e assentou os pés no parapeito exterior. Houve retaliações na escadaria, o Cascão quando viu que o docente já estava a uma distância de segurança, atirou-lhe com o dicionário de português do Cão, que acertou em cheio no coco do professor.
O Galo ganhara a alcunha na Escola do Exército por usar um bivaque que dava a impressão de uma crista, uma espécie de militar freak! Esteve durante todo o tempo a fazer uma marcha marcial pela sala, com as botas altas a marcarem o ritmo, enquanto os Meninos da Luz copiavam à fartazana graças aos tampos transparentes, com excepção do 69, o número mais vergonhoso do Colégio Militar!
À tarde o Ramalho impressionara a malta com um mortal à retaguarda, com a bata vestida e os bolsos cheios de tesouras e pentes, após a insistência de vários “senhores alunos”. O Madiura dera de caras com o tenente-Coronel, quando este entrava no colégio, na altura em que apalpava a santa, que há muito contemplava com orgulho o Largo da Luz.

Monday, December 31, 2018

O Comandante Guélas - Série Paço de Arcos 112 - Fundação Daniel José Martins de Almeida





O  Comandante Guélas

Série Paço de Arcos

Futebol P.A. 43

O Futebol PA ensinou-lhes a ter o coração junto ao dedo grande do pé direito, a reagir às reações do Milhas, a deixarem no campo todas as inquietações. Vale a pena invocar os exemplos históricos, desde as lendárias cenas de quid pro quo entre o Estalinho e o Zé da Tapada, as possessões do Chico, a breve carreira do Carinha da Avó, as taras do Capitão Porão, os malabarismos do Bill, a forma única como o pai Marinheiro atacava o esférico, o fim abrupto de muitos jogos quando a equipa que estava a ganhar se apercebia da eminência de sofrer um golo, alegando excesso de penumbra, a expulsão dos cabritos, cenas tão intensas e marcantes cujas consequências fazem parte da vida de todos. Quarenta anos a massacrar o Milhas é obra: Mesmo ausente é sempre uma referência em qualquer jogo! Nas brumas da memória ficou o desaparecimento do Charlot, o autor do hino do Futebol PA, uma espécie de “Papoilas Saltitantes”:


A equipa cujos jogadores não compreendem o que se passa, apesar de se movimentarem, e que perdem a ligação com os colegas, é sempre derrotada. Mas de perda em perda o Peidão ganha sempre, pois ele é o Centeno do Futebol PA. Os jogos de domingo são sempre ancorados na referência da convergência paçoarcoense e inspirados tanto no passado como nas novas exigências futebolísticas. O Chico Sá é um exemplo disso, deixou cair o Sá, e passou a Chico Solas, quando joga com ténis do Padle, modalidade onde o ConanVargas, o Marreco e o Cocilo são referências, ou Caveirinha quando utiliza com virilidade as chuteiras. Um sopro novo dir-se-á! Entre os que apenas pretendem melhorar a sua pouca qualidade para a modalidade, apesar de estarem em decadência acentuada, e os que pretendem toute casser, está sempre o Milhas. E há os que sofrem a angústia de ver que se estão a aproximar da performance dos pais, depois de uma longa permanência no topo da modalidade, cujo exemplo é dado pelo Brinca na Areia, que é agora conhecido pelo Zé das Cápsulas, e que este ano lectivo nunca conseguiu ganhar um jogo, mesmo chegando estrategicamente atrasado. Casou-se! O ex Preto, que passou a Cinzento por questões de racismo, continua a escolher equipas, vagueando entre a loucura negocial e o pragmatismo da modalidade. O dono do campo, sobrinho do Isaltino, vê agora flashes, em vez da bola, com o olho direito, ameaçando trocar a baliza que defende por uma de hóquei, porque caso o não façam irá autorizar a ocupação do mítico espaço da modalidade rainha por campos de Padle. Mas o último domingo de 2018 recebeu a visita de um ilustre futebolista paçoarcoense, o lendário Serapito, que chegou a cinco minutos do fim, apesar de na véspera ter prometido chegar a horas, conseguindo a proeza de dar três biqueiros no esférico, sair com uma vitória, apesar de não ter tido tempo de conhecer toda a sua equipa. Por isso ao fim de quarenta anos merecemos ser uma Fundação, antes de nos transformarmos num Lar Desportivo, onde haverá equipas, não de Baptistas contra o Resto do Mundo, ou de Velhos contra Novos, mas sim de Atletas de Fraldas contra Atletas Algaliados. Bom Ano atletas do Futebol P.A. !

Tuesday, December 04, 2018

O Comandante Guélas - Série Colégio Militar 87 - O Elemento 19









O Comandante Guélas

Série Colégio Militar

No Colégio Militar havia alunos a quem lhes era atribuído mérito sem o terem e àqueles que o tinham, não lhes era reconhecido, porque tratava-se de um estabelecimento de educação que gostava de varrer as inconveniências e as impurezas para debaixo do tapete. O estrondo que se ouviu naquela noite muito escura, vindo dos lados da enferma, provocou jatos de mijo nos rondas que se encontravam em animada cavaqueira lá para os lados do refeitório. Os Meninos da Luz sempre tiveram uma atração fatal pela Rosa, pelo fogo e por rebentamentos. À filha do senhor Nunes quase que chegaram a trincar-lhe as cuecas, o primeiro Chaminhas (475/77), porque houve outro na década seguinte (475/86), sentiu na face o clarão do Sherman e a Quadrilha do Beto atingiu o clímax na arte de manipular o potássio. Nesta estória iremos falar da estranha relação do elemento 19 da Tabela Periódica e os Meninos da Luz.
- Ó Morais, és um bronco, disse-te para cortar mais fininho o produto! – Berrou o Semita, aproximando-se do ajudante, com a alcunha de Ruca, que tinha sido o causador de mais uma explosão com potássio.
O 144/43, um político com vergonha de ter estudado no colégio, ganhou a alcunha de Bazuca graças à explosão que causou durante uma aula prática de Química. Mas naquela noite dos anos oitenta o 25 e camaradas, treparam pelo algeroz do Pavilhão, desapertaram os parafusos dos respiradores, tiraram-nos das portas, e como num passe de mágica o Elemento 19 da Tabela Periódica ficou a seus pés. Mas também trouxeram Whisky, encontrado nos cacifos dos professores. Como o ponto de água mais próximo era o lago do jardim da Enfermaria, foi aí que se deu a explosão. Na entrada das companhias fizeram questão de dar um salto em cima do tapete de metal, acordando o Oficial de Dia, que os perseguiu levado por um vento e por uma tempestade inesperada, brilhante, veloz e aterradora, mas sem hipótese de os conseguir alcançar porque a vantagem que levavam era grande. Como a dona Edite da biblioteca só costumava fechar a porta no trinco, deixavam um fio de nylon atado à patilha, que bastava puxar para aquela se abrir, e assim terem acesso ao local onde se imprimiam os testes. Foi daqui que saíram muitos dos engenheiros que hoje são o orgulho da nação, assim como os melhores jogadores de rugby saíram das molhadas aos cestos do reforço. Um dia o Beto, o Preto e o Banana souberam que um grupo de cromos também se preparava para assaltar o pavilhão de Química, para mostrarem que também eram “prá frentex”, e prepararam-lhes umas surpresas. Sabe-se lá como arranjaram o material para o susto, mas apareceram a disparar uma caçadeira com cartuchos só de fulminante e a gritarem “alto, quem vem lá”, pondo os cromos em fuga aterradora, pensando que se fossem apanhados lá iam ao ar as rolhas de mérito, e os respetivos lacinhos amaricados. E o Colégio Militar só perdia quando os privava de fim de semana, obrigando-os a permanecerem nas instalações, pena que já não previa a sábia prisão como uns anos antes. Resolveram ir brincar para o ginásio e montaram uma aldeia dos macacos. Quando estavam em plenos tarzans, com voos em direção aos colchões, eis que entra um tenente, de quem o professor Reis Pinto costumava dizer “o Dario é o Einstein da ginástica, consegue transformar merda em matéria”, e lhes faz uma proposta:
- Querem resolver o incidente oficialmente ou oficiosamente?
A primeira hipótese implicaria o clássico Ofício ao “Serviço da República” no qual se lia “Encarrega–me o Exmº. Director de comunicar a V. Excª que o seu educando foi abatido ao efectivo do Batalhão Colegial”, enquanto que a segunda consistiria na tradicional justiça sumária. Mas em vez de apanharem umas chapadas em sentido, foram sujeitos a uma aula intensiva de ginástica, aproveitando o circuito já montado, uma pista de obstáculos com mesas alemãs, cordas, mini trampolins e muito mais, que os deixou impossibilitados de ir à missa no domingo. O professor de Ginástica, também conhecido como Lâmpada Fundida, nunca brincou em serviço!
Por isso o Semita tinha razão quando dizia:
- Nesta aula uns dormem de olhos fechados, outros de olhos abertos!






Friday, November 23, 2018

O Comandante Guélas - Série Colégio Militar 86 - Caralhometro




O Comandante Guélas

Série Colégio Militar



A essência do CM é possível captar através de fragmentos de dias vividos ao ritmo de quem tinha pressa, atalhos há muito acondicionados no espaço do tempo passado, transformados agora em estórias que têm como vocação tornar-nos imortais. O orgulho não advém da consumação do erro, mas da coragem que é necessária para admitir esse erro. O tempo era para “Estudos”, mas o final do dia de um inverno rigoroso estava a tornar-se penoso para o 5º C, uma turma especial, por isso tinha direito a uma alcunha, “O Bronx”. E para tudo havia sempre opções no Colégio Militar, que neste caso dava pelo nome de “Caralhometro”! Por isso o Beto, o Cão e o Bagulho tinham acabado de construir um desses tradicionais objectos, não das Caldas, mas da Luz, com uma borracha, uma régua e um clips, e preparavam-se para o utilizar. Entrou pela ficha dentro sem preliminares, e o quadro eléctrico não aguentou a emoção e estoirou no átrio com barulho. O Zimbório era agora uma sombra escura neste final de dia dos anos oitenta do século passado.
- Acabou, não existem condições para continuarmos o “ Estudo” - declarava uns minutos depois o professor.
- Óoooooooo, - respondiam os alunos em debandada.
No dia seguinte novo “Caralhometro”, nova corrida, mas desta vez não aconteceu nada, nem um simples arfar saiu do quadro eléctrico, o Zimbório parecia uma árvore de Natal no mês de Dezembro. O Beto insistiu, tirou o instrumento e enterrou-o à bruta. Nada, nem um grito. Passou-se do TPC para o TPE (Trabalho para o Estudo), tentar descobrir as causas que tinham levado ao insucesso da operação.
- Se calhar só puseste a cabeça e deixaste o pescoço de fora, - exclamou o Cão, mexendo no “Caralhometro” do Beto.
- Não, enterrei-o todo!
- Entrou dobrado, não o tinhas bem esticado, - retorquiu o Bagulho.
- Temos de tentar de novo, - insistiu o Cão, agarrando com violência no instrumento do camarada.
O “Caralhometro” do Beto entrou como ditavam as regras, rijo, à Colégio Militar e sem preliminares, levado pela mão impetuosa do 37, e foi até ao fim. Nada, absolutamente nem um gemido, as luzes continuavam orgulhosamente acesas, e o frio apertava cada vez mais, naquele último tempo lectivo do dia, teoricamente destinado ao estudo, mas com uma percentagem de aderentes muito baixa, como era característica do local.
- Porra, eu não vim para aqui para estudar, - protestou o 25.
- Vou mijar, e pensar no caso, - exclamou o Cão.
As idas à casa de banho eram uma constante, parecia que havia uma epidemia de incontinência, talvez um ovo marado de uma das galinhas do Nunes, o pai da mítica Rosa dos anos setenta, onde os “caralhoometros” dos petizes entravam diariamente pelas almofadas, as vítimas silenciosas, em homenagem à sua musa, tivesse contaminado o amarelo feito com os restos dos bifes da testa da semana anterior. Por isso o vigilante também tinha como obrigação fazer uma rusga aos cagatórios, não vá algum menino ter-se extraviado à volta de um cagalhão. E foi aí que o 37 deu de caras com ele, e ficou a saber, através de uma discreta conversa que envolvia o Glorioso, que um tal Carlos Mitra e um funcionário da EDP tinham reforçado os quadros de electricidade. A resposta a esta provocação veio através de um “Caralhometro” de nova geração, os violadores de fichas do Zimbório tinham agora na mão um compasso, que penetrou ainda com mais violência, à traição e ….. nada, absolutamente nada, nem um tímido gemido. Mas houve uma reacção inesperada, o instrumento ficou ao rubro e partiu-se, e os Meninos da Luz do 5º C, a única turma com alcunha, o Bronx, não tiveram outro remédio do que irem fingir que estavam a estudar para o teste de Português do Tic Tac, que já tinham gamado na noite anterior, uma operação destemida que incluíra uma corda para descer até ao gabinete do docente.    





Wednesday, October 24, 2018

O Comandante Guélas - Série Paço de Arcos 111 - O Pantera Branca







O Comandante Guélas

Série Paço de Arcos

Futebol P. A. 42

Éi, O Futebol PA é como o Vinho do Porto, Éi, quanto mais velhos ficam os atletas, melhor jogam. Éi, execeção para o Chico Boatos e o atleta da panificação. Este domingo o Chico Sá deu um show de bolas, Éi, mostrou a todos como elas se dominam, marcou 5 golos, dois deles solidários, Éi, porque optou por obrigar o esférico a fazer ricochete no atleta da panificação antes de entrar na baliza adversária, depois de se aperceber que este já estava a ficar em formato Chico Marinheiro perante a insistência do Peidão para que ele jogasse à bola. Éi, a explicação para a súbita performance do Chico Sá explica-se cientificamente: a lesão que contraiu, Éi,  na obra melhorou-o biomecanicamente, e tudo graças a um tijolo burro, Éi, em que ele tropeçou, e nos ténis da padeleirice que teima em usar! Éi, o Godofredo passou grande parte do jogo no ar, o que atemorizou os adversários perante as probabilidades de apanharem com um pombinho daqueles no lombo. Éi, o Fininho, como já é tradição, ganhou o jogo porque, mesmo não estando, foi escolhido pela equipa vencedora no final do encontro. Mas a vitória da equipa do Cinzento (ex-Preto, cujo nome não pode ser mencionado pela Lei dos Cabritos) é posta em causa por, Éi, motivos de “exclusão desportiva” (aproveitamento de desvantagem física). O Espalha só via metade do campo devido a uma catarata traiçoeira, e por isso a metade da baliza por onde entraram a maior parte dos golos foi o seu ângulo cego, sendo, Éi, neste momento, Éi, anulados os golos. Mesmo assim ainda conseguiu, Éi,  defender por instinto muitos remates traiçoeiros. Éi,  por isso a vitória justa será da equipa dos manos, Éi, um ao ataque e o outro à defesa, e assim a inscrição do Fininho deverá ser corrigida para que ele mantenha a vitória. É justo, Éi, um jogador que já deu tanto à casa merece estes miminhos, mais o clássico apertar das suas chuteiras pelo gestor da fortuna Futebol PA de nome ecologicamente inconveniente, Éi, Peidão. Mas o maior milagre aconteceu, o Tarolinho saiu da casca e teve grande parte do jogo a enviar bocas ao mano Maninho Ensina. Há quem diga que vê nele um futuro Choné. Éi !