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304 estórias

Wednesday, April 26, 2017

O Comandante Guélas - Série Paço de Arcos 91 - As Bolas do Fininho


O Comandante Guélas

Série Paço de Arcos

Futebol P.A. 22

Quando o Fininho sentiu o esférico, embalado por um biqueiro do Zé Miguel, bater-lhe violentamente nas bolas, soltou uma tosse surda e passou a ver tudo desfocado, desproporcionado. Tateou no escuro, tentando encontrar algum interruptor que lhe acendesse uma luz. Quando acordou deu de caras com o Presidente da Câmara Municipal de Baião de 1940, Joaquim Cabral, que, por o ver com as mãos na fruta, o informou:
- Caro senhor, é penálti por ser o autor da introdução de um Pangásio, gamado do aquário do menino Élinho, na ribeira de Barcarena!
Regressou à realidade quando ouviu um amigo desabafar que, se fosse no tempo dos Maristas, já estaria a ser socorrido por aquele cujo ganha pão fazia eco de cada vez que a bola o atingia com uma violência idêntica a esta. Há dois caminhos para a relação de cada jogador com o Futebol PA, um de aceitação das regras do Fininho, por decorrência da importância, o outro o da tentativa, infrutífera (por não estar ainda legislada), de aplicar o Direito à “herança desportiva genética”. Foi isso que aconteceu quando o Brinca na Areia reclamou grande penalidade, por ter laranjas no seu código genético, após ser agarrado, para não progredir com bola para a baliza, pelo todo poderoso Tio Mino, que lhe respondeu:
- Estás doido, eu posso agarrar, vai fazer queixa ao papá!
Foi um jogo que decorreu dentro da normalidade, a equipa do Fininho perdeu por 10 a 3, mas levou a vitória para casa, houve mais uma alteração das regras de contagem (“Lei do Resultado Relativo”), tendo a equipa adversária perdido dois golos de cada vez que marcava um, para não ser arrogante! Mas o jogo só seria normal se o Bill mantivesse a tradição de prejudicar a sua equipa, esperança que caiu por terra quando marcou um golo aos adversários. Ainda tentou justificar-se com uma visão da Irmã Lúcia com a cara do Rato sentada na trave da baliza adversária, com uma boina à Che Guevara, acenando-lhe com dois caranguejos-peludos-chineses, um em cada mão, que o distraiu:
- E quem deu o biqueiro foi o irmão dela, o Chico Marto.
A influência de Fátima no Lagoas Parque foi evidente, o Milhas recebeu elogios, e o Fininho só mandou vir com o seu colega de equipa, o Carcaça, ateu, chegando a invocar o seu nome durante um contra ataque sem bola, quando foi solicitado por aquele a passar-lhe o esférico. Estas estórias mostram-nos que as emoções oscilam muito no Futebol PA, sente-se uma harmonia, uma paz e uma serenidade que não se encontra noutras atividades desportivas. Por não ter nada disto no Incha Padel o Conan Vargas, o mais promissor jogador da modalidade a seguir ao Cociolo, meteu baixa, não se sabe se por sarampo ou psiquiátrica!

Friday, April 14, 2017

O Comandante Guélas - Série Paço de Arcos 90 - Profissão de Fé

Comandante Guélas

Série Paço de Arcos

Futebol P.A. 21



Ainda o galo, descendente das galinhas da mãe do Chato Louco, não tinha anunciado um novo dia, e já o Carcaça aquecia à porta do Lagoas Parque, para assim não ter que ir à baliza. Aproveitou uma pausa na preparação para mais um inesquecível jogo e deu uma espreitadela nos cartazes para as eleições dos Corpos Gerentes do Futebol P.A.:
- Um velho com um ar gaseado, dizia “Não ao cimento, só queremos estacionamento”;
- O outro avisava, “ Se tens cuidado com o teu cagueiro, não votes no Maneleiro”;
- E mais outro, “Se não marcas golo vota no Taroulo”;
- “Se não tens graveto, vota no Preto”;
- “Gostas de leitão, vota no Peidão”;
- “Sentes-te sozinho, vota no Cuzinho”;
- “Se és amigo do Macara, vota no Vara”;
- “Se queres notas de mil, vota no Bill”;
- “Se não és nenhuma menina vota no Maninho Ensina”;
- “Se queres livrar-te do Tio Mino, vota no Isaltino”.
O jogo deste domingo depressa ficou resolvido com a vitória inequívoca da equipa do Fininho que, meia hora depois do início do jogo, atingiu a marca dos 3 -0, com um triplo agradecimento ao Bill, sinal de fim da partida e início do treino (“A equipa que chega aos 3-0 ganha por diletantismo, o resto é treino” – artigo 3º do Código Teológico do Futebol de Paço de Arcos). O Peidão ensinou então ao jornalista como se marca um golo de calcanhar na própria baliza, o Ulki ia-se transformando quando sofreu três golos de rajada, e só acalmou quando o Fininho o informou que já estava em treino, sinal de que, além de problemas com os pés, tem também graves lacunas nas mãos, nada que o impeça de querer uma carreira brilhante na bola. Desta vez o acidente de trânsito mais grave foi quando o Zé Miguel foi abalroado pelo Carcaça, que o atirou de encontro ao relvado. Por momentos, e por ser já uma tradição, teve acesso ao passado da vila, e quando regressou contou ao papá que deu de caras com um menino matulão equipado a rigor para o Crisma, que iria chumbar, cujo cantar era uma oração:
- “Tenho uma rata no sótão / Ao pé de uma lata de tinta / Todos os dias lá vou / Ver se a rata já pinta!”.
Regressou ao campo quando uma menina de branco parecida com um sapo lhe tentou dar um ósculo na praia de Paço de Arcos! O Big Mac do Incha Padel estava tão agradecido aos seus companheiros de desporto do Futebol P.A., que lhes prometeu um cardeal com bengala para a baliza. Mas como o tempo era de política, havia um jogador já com um cargo políticos garantido:
- O Bill será vereador do Saneamento, passa a maior parte do tempo de jogo no balneário, e quando resolve jogar só faz merda.
Mas o acontecimento desportivo da vila mais grave foi a agressão que o Big Mac sofreu durante uma partida de Padel, quando a sua orelha direita foi alvo de um atentado, alguém, ou o próprio, fez embater uma frigideira no referido pavilhão. Mais tarde  Conan Vargas explicou às repórteres da revista “Focinhos:
- Graças a este incidente o meu colega padeleiro ficou a jogar melhor e a gostar de polvo!



Tuesday, April 04, 2017

O Comandante Guélas - Série Paço de Arcos 89 - As Lágrimas do Milhas


O Comandante Guélas

Série Paço de Arcos

Futebol P.A. 20

No Futebol PA não há jogar mais ou jogar menos, há “jogares” diferentes, porque são criaturas morais que sonham com o desporto rei, que conseguem jogar a olhar para elas próprias no passado, sendo esta a razão porque é que a maior parte dos ataques tem mais de cem anos! O nosso vício é esférico, mas é um esférico do tamanho de uma abóbora, e não um tomatinho com reumatismo. Os do Incha Padel são uma espécie ruminante, que vão a rastejar para os jogos, não por devoção, mas devido aos males de que sofrem! Esta modalidade desumaniza o paçoarcoense, a sufocante ausência de jogadores atira-os para a comida. O jogo deste domingo, dia 2 de Abril do Ano da Graça de dois mil e dezassete, foi disputado no campo do Real Porto Salvo, por isso o acesso era condicionado aos príncipes do esférico, o Bill não pode jogar, os do Padel não puderam assistir, os atletas bizarros Conan e o Cociolo foram proibidos de usar fitas panascas no complexo popular da Quinta dos Lombos e o Milhas entrou devido à quota para refugiados! Por ser num espaço inabitual, o Peidão e o Preto não escolheram as equipas, foi o Al Berto e o Cabeça de Ananás. E aconteceu algo inédito na estória dos quarenta anos do Futebol P.A.: os “escolhedores” jogaram na mesma equipa! O colega do Preto superou o tio nas artes do engano, por isso o Fininho não perdeu 9 – 3, porque no final do jogo escolheu ter jogado na equipa vencedora! O Espalha passou a maior parte do tempo a dormir, mas teve ainda tempo para uma boa ação, devidamente registada no relatório do jogo, após uma convulsão, seguida de biqueiro, do Milhas:
- Deixei a bola entrar porque me pareceu que o Cuzinho estava a chorar!
A uma dada altura, após um salto de gazela, o Caveirinha começou a deitar fumo pelas orelhas, vendo ao longe o senhor Bazílio, que era da mesma vila mas não do tempo dele, em cima da carroça puxada pelo burro, a sair da carvoaria, para mais uma distribuição de carvão pela zona:
- Morreu cedo, atropelado na curva da morte, a caminho da praia velha – disse-lhe o coronel Osório, que estava sentado ao seu lado no balneário dos edifícios da antiga Companhia dos Cabos Submarinos junto à praia de Carcavelos.
O calendário à sua frente indicava 30 de março de 1971, o dia do casamento da Quitéria da Conceição e do António Filipe na igreja de Paço de Arcos. Foi salvo pelos agradecimentos ruidosos ao Taroulo por ter contribuído para que a equipa adversária marcasse mais um, de muitos golos, à sua equipa, uma fabulosa cabeçada do Peidão. Regressou ao seu tempo, sinal de que fazia parte do lote de jogadores paçoarcoenses com um Padrinho muito poderoso:
- Tenho de me confessar! – Prometeu.
E fê-lo mais tarde à comunicação social:
- Isto de Iron Man, Escalada, Mma, Padel e Futebol tem riscos.
Mas o Bill, ateu graças a Deus, demonstrou ter falta de cultura motora:
- “Mma”?? É abreviatura de mamar?

Tuesday, March 28, 2017

O Comandante Guélas - Série Paço de Arcos 88 - As Bolas do Bill


O Comandante Guélas

Série Paço de Arcos

Futebol P.A. 19



Até o Chico Papa, adepto ferveroso do Futebol P.A., e vigário, não resiste a falar do Bill nas homilias em Roma:
- “Perde o sentido de direcção e não é mais capaz de olhar em frente, sofre um retrocesso”!
Confidenciou que gostaria de canonizar alguém em Paço de Arcos, já que a vila assistiu a várias ressuscitações do Choné para a modalidade rainha, aguardando com grande expectativa a seguinte, após a expulsão do Tio Mino, um conhecido inquietador de almas, acusado de vários desmandos:
- “Estás passado da cabeça escrever assim na QLombos? Todos sabemos que passas a vida a mandar os teus amigos para baixo, mas assim já não tem piada, muito menos para quem te acompanhou nos primeiros passos do Padel. Por estas e por outras vamos deixando uns para trás!”
A modéstia deste arquitecto de Cascais, expulso do concelho pela Câmara de Oeiras, revelou-se incompatível com a dúvida metódica lançada pelo Tio Mino no whatsapp sénior da Quinta dos Lombos, através do telemóvel de outro atleta:
- Acham imaginável uma pessoa dobrada pelos fardos espirituais, de tórax estreito e contraído, com a cabeça enfeitada e com um temperamento patológico incurável, ser jogador de Padel?
A pergunta era pertinente, a maior parte das reformadas, a quem chamava russas, deixou cair as dentaduras de tanto rir, e o grupo preparou-se para entrar numa fase de introspecção. O Incha Padel já era alvo da curiosidade do National Geographic, o Espalha acabara de assinar um acordo entre os cientistas e a câmara para a construção de uns campos da modalidade, para assim atrair os nativos desta tribo, e com isso divertir a comunidade científica. Havia um jogador que se julgava o alfa da matilha, o guru do Incha, mas era necessário construir um parque de estacionamento para o atrair. E quando os ânimos pareciam ter serenado, o Big Mac confidenciou que no passado já jogara à bola lá para os lados de Sintra, e que estava tentado a calçar de novo as chuteiras, para assim melhorar a saúde funcional, que piorava de cada vez que jogava com o Conan, pedindo para arbitrar umas partidas sob a orientação do Choné. Voltemos ao desporto rei! Foi um jogo que se desenrolou sob condições meteorológicas adversas, só equivalente àquele memorável jogo nos Maristas onde a pluviosidade foi tanta que era preciso nadar para conseguir marcar golos, e onde no final o capitão Porão se viu rodeado, debaixo de um telheiro, por uma resma de tenrinhos em cuecas, tendo-se ajoelhado, não para apanhar o sabonete, mas para agradecer o milagre à virgem, mesmo sendo ateu, e tudo graças a Deus. O Chico Papa aguarda assim mais dois milagres, depois do golo do Bill na baliza adversária no anterior, e neste domingo chuvoso assistimos a uma transformação, o Chico Paulo foi iluminado pelo Espírito Santo e transformou-se em Chico Cristiano, estreando-se com um novo gesto técnico, o biqueiro canhão! Em Paço de Arcos já são assim dois os pastorinhos, não de ovelhas, mas da bola, só falta mais um para Roma nos abençoar desportivamente! Mas há muito tempo que não havia tantas queixas, até o ato legal de agarrar a bola foi questionado, e isto influenciou o resultado, que ainda está indeterminado e a estória já vai a meio. Poderia um jogador repor a bola em jogo à entrada da pequena área da baliza adversária, com o guarda redes distraído, em vez de ser na linha lateral direita a meio do campo, local da falta? O jornalista Bill disse que sim! Foi quando o jogo terminou, não por causa da visibilidade reduzida como era tradição nos Maristas, mas porque o Chico Cristiano amuou e fugiu.
- Saí porque começou a chover, - explicou mais tarde à comunicação social.
Desta vez o Ulki rematou de encontro à bochecha esquerda do Zé Miguel, filho do Peidão que marcou um soberbo golo de cabeça com o cocuruto e os olhos fechados, que, por breves instantes, ausentou-se do campo, e conseguiu ver a cara do vizinho que ateara fogo à barraca, em Vila Fria, do Craveiro Lopes, nascido em 1918 em Requeixo, Aveiro, e da Quitéria Barbuda, nascida em Paço de Arcos em 1924, que os obrigou a fugir para a vila de Paço de Arcos, e aí tornarem-se figuras públicas à força. Para uns o resultado foi de 5 – 4, a equipa do Peidão cilindrou a do pai do Baloteli, para outros foi um empate, caso a reposição da bola aos pés do Espalha, o Casilhas paçoarcoense, seja considerada válida pelo Conselho de Disciplina, dirigido pelo Fininho, que em formato Tio Mino apresenta “incompetências sociais graves em ambientes chiques” segundo o sobrinho da Uber do Isaltino. No final do jogo assistiu-se a algo que definiu o resultado da partida, 5 - 4, comportamento importado da modalidade da Quinta dos Lombos, com parque de estacionamento: o Bill baixou as calças, e o exibicionismo atingiu o ponto de caramelo quando todos se aperceberam que cada esférico do jornalista tinha uma cor única!






Wednesday, March 22, 2017

O Comandante Guélas - Série Paço de Arcos 87 - O Capachinho do Choné


O Comandante Guélas

Série Paço de Arcos

Futebol P.A. 18


O jogo deste domingo ficará para a História após a descoberta arqueológica feita pelo homem do momento que, contra a corrente do jogo, deu a vitória à sua equipa. O Bill excedeu-se, desconfia-se que, tal como o Caramelo que deixou de marcar golos de cabeça e passou a usar o biqueiro como arma letal, sinal da passagem da adolescência para a idade adulta, acaba de mudar de nível de jogo, já marca na baliza adversária. Terá deixado de ser adulto e agora é sénior, com direito a desconto no passe? Ficámos a saber que o Baloteli é órfão de pai vivo quando foi confrontado pelo Caramelo que o acusou de não dispor da mesma educação do progenitor:
- Fui federado 5 anos, capitão de equipa, nunca levei um cartão amarelo, por isso não admito que te dirijas a mim nesses termos!
Porque as equipas foram escolhidas pelo Preto e pelo Peidão, tiveram de ser registadas, para que o primeiro não desse início ao jogos com os atletas do adversário:
6 – 5 foi o resultado injusto, por isso iremos provar que a equipa do Fininho tem toda a razão para apresentar queixa no Órgão da Justiça Futebolística, presidida pelo jogador mencionado que, na sua imparcialidade intocável, reporá a justiça do jogo.
Preto: Rafael da Silva, Carvão (Preto Junior), Pai do Baloleti, Baloteli, Caramelo, Laranja, Brinca na Areia, Bil e Bailarino
Peidão: Taroulo, Zé Miguel, Goucha, Milhas, Fininho, Carcaça, Ulki, Tio Kiki e Chico Sá.
Como no Superbolas, fazemos um curto intervalo no relato para falar de coisas supérfluas, como por exemplo o Incha Padel.
- Conan exageras em pôr as bolas na rede, - disse o hilariante Cociolo, comentador desportivo do Incha Padel, após a grave lesão na cabeça, e continuou. – O Marreco está desportivamente muito quitado.
Porque é que o Tio Kiki desistiu do Incha Padel e está agora ao ataque no Futebol P.A.? O aumento do tráfego de atletas no desporto rei, o único com dois códigos de justiça, o da estrada para acidentes sem bola, e o do Fininho para incidentes com bolas, é inversamente proporcional à sua diminuição no Incha Padel, que está praticamente reduzido a dois fósseis, o Conan Vargas, jogador, e o Cociolo, o proxeneta desportivo. Do desporto constituído por almogados da bola ficamos por aqui, o interesse está todo voltado para a descoberta arqueológica do Bil no Lagoas Parque. Mais uma vez neste domingo ficou patente que tocar no Brinca na Areia continua a ser falta, amassar o Taroulo é falta contra o próprio. A descoberta já foi classificada como a do século e aconteceu quando o Bil marcou um soberbo golo de cabeça, depois de ter escorregado em algo, que foi atirado para a cabeça do bailarino, deixando-o com um invejável cabelo marciano. Mas antes de marrar na bola o Bill ouviu o barulho de um gole dado com força pela Quitéria Barbuda no gargalo da garrafa de tintól que comprara no “Severino Seco”, não sem antes ter pedido 10 tostões de manteiga, meia-quarta de café, uma quarta de arroz, pondo com brusquidão uma garrafa vazia em cima do balcão, tendo o senhor Fernando perguntado, “é para pôr petróleo”?. Depois ouviu murmúrios que caiam uns sobre os outros, atordoados pelo turbilhão de sentimentos do antes, do durante e do depois.
- De quem é este jogador? – Perguntou alguém
O Bill abriu os olhos e viu olhares hostis, medonhos e perversos, estava naquela equipa e na outra. Algo o fizera escorregar e fazer um gesto técnico que contrariava toda a sua carreira de atleta do Futebol P.A., marcar um golo na equipa adversária, por isso protestou desesperado. A autoridade máxima da partida anulou a jogada, daí o resultado oficial ter ficado num impate a 5 – 5, com tendência de vitória para a equipa do Fininho (0,5), que pelas leis desportivas arredonda-se, e procedeu-se de imediato à análise de tão intrigante prótese. Foram recolhidas amostras de ADN, e comparadas com os vestígios de caspa, e coincidiu com o perfil genético do Taroulo, o tufo só poderia pertencer ao pai: era o lendário capachinho do Choné!