<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348</id><updated>2009-12-05T08:04:49.792-08:00</updated><title type='text'>Camarada Choco &amp; Comandante Guélas</title><subtitle type='html'>O encontro, estilo "Rain Man", deu-se no Centro de Saúde de Coina, quando foi necessário procurar um dador de fígado para salvar 1/4 da vida do Camarada Choco. Tinha acabado de chegar ao local um paciente com uma overdose de "Sumol de Laranja" e bastou uma rápida análise à mochila do estranho para se descobrir que era o único compatível com o velho revolucionário: também tinha um risco no mesmo cromossoma e muitas histórias do século XX para contar.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default?orderby=updated'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;orderby=updated'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>91</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-7016940543003782692</id><published>2009-12-03T11:42:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T08:04:50.013-08:00</updated><title type='text'>Camarada Choco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SxqEmVtd70I/AAAAAAAAAJg/CXivZodzePM/s1600-h/Deficiente.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 261px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SxqEmVtd70I/AAAAAAAAAJg/CXivZodzePM/s320/Deficiente.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411783696436817730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aventura 64&lt;/span&gt; - &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;“Levanta-te e Anda”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Esta é a história que nunca vos contei porque a ligação entre a memória onde estava guardada e o exterior, esteve durante muitos anos bloqueada, como uma espinha na garganta, sinal de que a minha tola por vezes pensa direito, mas por sinapses tortas. E tudo isto devido à conjugação de dois acontecimentos raríssimos, tal como o meu síndrome: o regresso do meu Padrinho e o retrocesso, do também meu, conteúdo encefálico micro. Vamos por partes. A Lurdes, uma ministra raríssima, trouxe consigo uma ainda maior raridade, o Valter, que nem para colega nós queríamos, e passaram para lei uma verborreia avassaladora e demagógica, que prometia a nossa ida para a escola dita regular e um canudo de “engenheiro” alguns meses depois, tal como o outro. E devido a isto o meu Padrinho acabou enrolado, como os surfistas nas ondas, e teve de nos abandonar abruptamente, a frio. Ficámos órfãos, entregues à nossa sorte, ninguém do ministério nos quis continuar a treinar. Mas eu sabia que o meu herói não nos iria abandonar. Telefonou, escreveu, refilou, massacrou, ameaçou, até que as tias, antevendo irem ter um ano lectivo pior que o da Lurdes, enviaram-no de regresso, sem remetente. A chegada do meu Padrinho coincidiu com mais um retrocesso da minha tola. E o milagre aconteceu! &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Antes que tudo se apague com uma “santinha”, resolvi partilhar mais esta aventura fascinante. O herói dá pelo nome de Marioneta, apesar de ser macho, é um bronzeado compulsivo, e quando chegou à nossa querida casinha, vindo directamente de um dos muitos condomínios fechados africanos da Amadora , trazia preso ao cagueiro uma cadeira de rodas do fim da monarquia. Ainda tinha passado pelo Centro das Tias junto a Alvalade, mas mal se aperceberam que o sagui de tenra idade iria transformar-se num gorilão com mau aspecto e cheiro a catinga permanente, capaz de denegrir a imagem impoluta daquela instituição para mongas caucasianos com futuro e responsáveis por muitos tachos, depressa arranjaram um motivo para o pôr a milhas dali. E o local para casos raros que davam muito trabalho, era sempre o mesmo, a nossa querida escolinha. Uma semana após a chegada do Marioneta, entalado numa cadeira de rodas, estilo sardinhas em conserva, apareceu uma equipa de tias para impressionar o meu Padrinho e a Chefe Bélinha, e assim lavarem as mãos como Pilatos. Depois de muitas palmadas técnicas, abanões pedagógicos e medições futuristas veio o veredicto estilo Professor Karamba:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;- O Marioneta nunca irá andar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dito isto arrumaram a tralha, depois de se aperceberem que já estava na hora do almoço, razão principal para a visita de cortesia, e fugiram dali como o Diabo da Cruz, não fossem ficar impregnadas com o cheiro nauseabundo de babas e borras, não sem antes prometerem ir enviando na volta do correio o material indispensável ao desenvolvimento harmonioso do Marioneta. Como já era tradição tudo chegaria fora de horas, e o meu Padrinho, que já sabia disso, não perdia tempo com aquelas ninharias, optando sempre por improvisar e adaptar, tudo em benefício do Marioneta que lá ia crescendo e evoluindo a olhos vistos. Desde arrastar pelo chão, até mergulhar num tanque, passando por cavalos e acabando numa bicicleta construída por ele e pelo Castanheira, com peças encontradas num ferro velho, que permitiram ao Marioneta fazer milhares de quilómetros nos corredores da nossa querida escola, preso ao bólide com fita de embrulho, muito mais segura do que as faixas, utilizando os curtos movimentos que fazia. O Marioneta mais parecia que estava nas tropas especiais, como os Comandos seus vizinhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;-Hás-de andar, a bem ou a mal, - prometia-lhe o meu Padrinho, que também era dele, ou melhor, de nós todos. – As p… das tias não hão-de ficar a rir-se. Ficam só com os mongas brancos de boas famílias que não lhes dão trabalho e ajudam na estatística do Centro, que à conta disso ganha os subsídios todos e mais alguns, permitindo assim manter a quota de tachos e mordomias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para o Stor Pobre era uma questão de orgulho, a sua escola que recebia sempre o lixo das tias, iria ser pioneira na reciclagem. E o milagre aconteceu, não se sabe se por obra do meu Padrinho ou pela breve passagem de um homem barbudo com uma túnica branca: o Marioneta um dia levantou-se e nunca mais parou. Passa agora todos os dias por mim, sorridente e com um speed proporcional ao seu andar balanceado, já próximo da idade adulta. Se a lei da Lurdes e do Valter se mantiver, nunca mais os futuros Marionetas tirarão o cu das cadeiras, porque na outra escola só interessa o Português e a Matemática. O resto continuará a ser lixo como até agora!     &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-7016940543003782692?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/7016940543003782692/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=7016940543003782692' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/7016940543003782692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/7016940543003782692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/12/camarada-choco.html' title='Camarada Choco'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SxqEmVtd70I/AAAAAAAAAJg/CXivZodzePM/s72-c/Deficiente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-5547965306604615758</id><published>2009-11-26T04:49:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T02:00:56.998-08:00</updated><title type='text'>Na Taberna da Milú</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/Sw55mc_Y_XI/AAAAAAAAAJI/KPC5x23JiTI/s1600/Piolhos.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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Educação não é certamente e a Escola não deveria bater assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;O espaço abundava em clichés, frases feitas, repetições sem conta, incongruências e contradições, vómitos de banalidades, pessoas que acreditavam ter mais conhecimentos do que outros e por estarem num posto hierárquico superior achavam-se no direito de subestimar os subordinados, apesar da vida exigir muito a compreensão, ou seja, manigâncias de uma Lurdes ressabiada, que um dia fora ministra e quando aluna usufruíra das “passagens administrativas” da Revolução dos Cravos, que incluíra saneamentos de professores que ousavam ensinar, quando na altura a política era a da farra. Foi no meio deste cataclismo pedagógico, agravado por stors com tendências centrípetas, que a dona Tulipa alertou para o facto dos bichinhos serem “enormes”, “assombrosos”, “opulentos”, transformados em “elegantes”, “espectaculares” pela pedagogia do quinto grau do Valter e da Lulu. A escola era assim obrigada a matriculá-los para que a mãe não sofresse mais um trauma, como o do ano anterior, e proibisse a filhinha de pôr os pés no espaço, que de “educação” tinha muito pouco, obrigando os “stores” a reuniões intermináveis e à destruição de várias florestas da região para as transformar em resmas de papel, que dariam lugar a relatórios sem fim, incluindo aquele que descrevia a cerimónia do hastear da bandeira verde, que declarava a escola “amiga do ambiente”. Os “pediculus humanus capitis” unidimensionais redemoinhavam como palhas, sinal de que também sofriam da doença da moda, a PHDA, Hiperactividade com Défice de Atenção, antigamente chamada FA, “Falta de Educação”, que se curava com umas boas EGA, “Estaladas Grátis Apropriadas”, substituídas nestes tempos modernos pela célebre Ritalina, uma droga cara, paga, como sempre, com os impostos do povo e comprada aos amigos pelos decisores. E como a Florzinha não parava, os bichinhos mais dotados seguiam-na, enquanto que os com mais dificuldades despenhavam-se contra o solo, sinal de insucesso garantido. E para resolver esta injustiça social, a menina apresentava-se muitas vezes de chapéu, fizesse sol ou chuva, fosse de dia ou de noite, para assim segurar o fluxo incessante da bicharada, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;aumentando-lhe o “sucesso escolar”, tão desejado na “estatística a martelo”. Diziam as crónicas que a família fundira-se há muito com o emaranhado de “pediculus humanus capitis”, que se projectava à sua volta, tornando-se no elemento ordenador daquele núcleo, cujas formas enchiam todos de energia. Aumentava assim o valor do Rendimento Mínimo da família da Florzinha, porque com toda esta política de face oculta os seus piolhos tinham adquirido o estatuto de estudantes e como tal mereciam ter direito a uns “cosques”. Pertenciam assim à iconografia do ministério que tinha atingido o cúmulo do ridículo com a insistência fundamentalista da importância dos números na cabeça dos petizes. Com estas metas traçadas, a Florzinha merecia o nome no “Quadro de Honra”, porque os “pediculus humanus capitis” eram aos milhares! &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-5547965306604615758?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/5547965306604615758/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=5547965306604615758' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/5547965306604615758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/5547965306604615758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/11/serie-lulu.html' title='Na Taberna da Milú'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/Sw55mc_Y_XI/AAAAAAAAAJI/KPC5x23JiTI/s72-c/Piolhos.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-3991360941218681319</id><published>2009-09-25T13:34:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T13:43:33.721-07:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/Sr0qSMmwQnI/AAAAAAAAAJA/ImgXwjM0Gpc/s1600-h/Marginal+de+dia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 198px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/Sr0qSMmwQnI/AAAAAAAAAJA/ImgXwjM0Gpc/s320/Marginal+de+dia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385507221514764914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Marginal de Dia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Eram poucos os momentos de glória, mas valiam a pena. Durante o Rali de Portugal havia uma altura em que os participantes tinham de fazer a ligação entre Lisboa e Cascais, via Marginal. O povo esperava-os e eles distinguiam-se no meio do trânsito normal porque traziam os faróis acessos e ambos tinham capacete na cabeça. Na face do Conan Vargas cintilavam os olhos a anunciar uma tarde de fama. Havia na Marginal uma atmosfera luminosa, um brilho. O condutor do Ford Escort branco já tinha o filme dentro de si, via-se de penico branco na cabeça, comprado na Dona Maria das Bicicletas, com os máximos ligados, o grupo sanguíneo na porta, “O - RH menos” (“Ó” de Óscar, “RH” não sabia o que era e “menos” era a nota que tinha apanhado a comportamento no Liceu de Oeiras), e o barulho das fêmeas a sobrepor-se ao seu tubo de escape e, acima de tudo, a gritarem pelo nome artístico: Óscar! Conan Vargas era uma criatura nocturna que dava “oito seguidas sem ver a luz do Sol” (citação). Quando o nosso herói se sentou ao volante do carro, lembrou-se que na noite anterior tinha sido o co-piloto do Pilas, que batera o recorde da vila ao entrar “prego a fundo” pelo lado do bar “Marginalíssimo” e ter passado pelo “Manuel da Leitaria” a 140. Desta vez tinha ao seu lado o jovem adolescente com o cognome de Peidão, uma jóia de menino, que reparou que o piloto estava com a mesma cara, o mesmo cabelo e um olhar alucinado só reservado para estes breves momentos de fama.&lt;br /&gt;- Quando o Conan se despistou em Carcavelos, na curva do sanatório, estava com este olhar, - foram estas as palavras de incentivo do Bigornas ao mesmo tempo que entregava os capacetes à equipa paço-arcoense número dois, uma vez que o Pilas já tinha arrancado com o Velhinho.&lt;br /&gt;Se estava ou não alucinado quando desfez o carro da mãe, o Peidão não sabia, mas o relato do desastre feito pelo irmão do Zé do Fotógrafo era muito completo. O Conan tinha acabado de tirar a carta e queria impressionar as fêmeas lá para os lados do “Santini”. Como o seu “chaço” de certeza que causaria má impressão nas meninas queques de Cascais, inventou uma desculpa da falta de gasolina e de um exame da quarta classe imprevisto, e a mãe emprestou-lhe o carrinho que ainda estava em rodagem:&lt;br /&gt;- Guia com cuidado, - avisou-o.&lt;br /&gt;- Eu não sou burro! – Rugiu o Conan Vargas.&lt;br /&gt;Encheu o carro de amigos e partiu a todo o gás. O Bólide ia com a língua de fora quando fizeram a curva, começaram a rodopiar e a bater em tudo o que era obstáculo. O Bigornas meteu as mãos na cabeça, segundo contou, e preparou-se para o mergulho no esgoto. Como é que iria safar-se no oceano se, como dizia o teórico Focas, “quando alguma vez cair numa parte funda só poderá pedir socorro com os pés, pois a cabeça funcionará como uma poita”. Não era por acaso que tinha o cognome de “Bigornas”. Tiveram sorte, Deus ainda não os queria lá em cima. O carro não foi cortado ao meio, porque bateram no poste junto ao motor, já depois da bagageira ter ficado desfeita quando atacara o muro do Sanatório.&lt;br /&gt;Este pensamento varreu-se da cabeça do Peidão na altura em que o carro partiu, a fazer muito barulho, mas em passo de caracol. As fêmeas não estavam longe, encontravam-se distribuídas por toda a Marginal e o Conan queria sentir o cheiro de todas elas. Foi a sua consagração, já se via o agente secreto Óscar, à medida que o carro avançava com os faróis acesos, os pilotos de penicos na cabeça e o povo a aplaudir em êxtase uma das equipas do rali mais famoso do mundo. Mas nem Holliwood, nem Bolliwood, pois a única vez que Conan Vargas apareceu na televisão foi no anúncio ao “WC Pato”, em que se levantava da posição de cagador, abanava a mão junto ao nariz e era salvo por um perfume inebriante saído do autoclismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-3991360941218681319?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/3991360941218681319/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=3991360941218681319' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/3991360941218681319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/3991360941218681319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/09/marginal-de-dia-eram-poucos-os-momentos.html' title='Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/Sr0qSMmwQnI/AAAAAAAAAJA/ImgXwjM0Gpc/s72-c/Marginal+de+dia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-8546322626354767814</id><published>2009-07-25T09:27:00.000-07:00</published><updated>2009-07-25T09:33:53.658-07:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SmszCklx0gI/AAAAAAAAAI4/B0oUZafvYjI/s1600-h/Carjacking.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 117px; height: 94px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SmszCklx0gI/AAAAAAAAAI4/B0oUZafvYjI/s320/Carjacking.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362435900589593090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carjacking&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTOMSMI%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt; 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Neste sub–gang de Jovens adultos caucasianos de boas – famílias de Paço de Arcos ia o Orlando, a testemunha viva e juramentada desta cena digna de Hollywood que, apesar da idade, da careca avançada e da barriga dilatada, ainda mantém intactos os registos que viabilizaram o relato de mais esta imemorável aventura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Era uma vez…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;um velho acompanhado de uma dama, ao volante de um Mercedes topo de gama que parou junto à única caixa de Multibanco do país, para impressionar a oxigenada tipo Lili.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Querida, vou levantar dinheiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Levantar dinheiro?! A esta hora da noite? Mas os bancos já estão fechados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Agora já há esta caixa, que dá dinheiro e eu já sou sócio, – disse o velho com cara de leitão mostrando orgulhoso o cartão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Foi o acto do levantar do braço para mostrar à múmia o glorioso que dava acesso à caixa, que chamou à atenção do Pacheco, que estava pacatamente no passeio do outro lado, a conversar com os amigos. E para agravar a situação o velho deixara a porta do seu lado aberta para que a namorada visse melhor o seu acto, e o motor a roncar. O cérebro do paço-arcoense com cabelo loiro estilo caniche começou a fervilhar e não mais parou. Correu de imediato para o bólide, sentou-se ao volante, e arrancou com os pneus a chiar e a debitarem nevoeiro para cima da única caixa de Multibanco da Costa do Estoril, onde ainda &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;só tinham acesso colegas do Pierre Pomme-de-Terre, futuro engenheiro da construção civil, Licenciado em Tijolos e Tuvnan Chinês pela Universidade das Ilhas do Seixal. O velho ficou imóvel com o glorioso na mão a ver desaparecer no horizonte os seus dois topo de gama, o Mercedes e a Lili,, assim como os amigos do Pacheco. Felizmente no fim da recta havia uma rotunda e foi aí que o Fangio da Praceta fez um pião digno dos melhores James Bond e voltou ao ponto de partida, estancando com estrondo e elogiando a performance do bólide com uma palmada nas costas do proprietário, que só teve tempo de correr para o seu Mercedes e desaparecer na escuridão da noite. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-8546322626354767814?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/8546322626354767814/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=8546322626354767814' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/8546322626354767814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/8546322626354767814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/07/comandante-guelas-serie-quiteria_25.html' title='Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SmszCklx0gI/AAAAAAAAAI4/B0oUZafvYjI/s72-c/Carjacking.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-3964968354614360570</id><published>2009-06-07T10:27:00.000-07:00</published><updated>2009-07-12T11:52:41.106-07:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/Siv5IeJfXwI/AAAAAAAAAIY/MD405WJxXX8/s1600-h/Cavaleiro.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/Siv5IeJfXwI/AAAAAAAAAIY/MD405WJxXX8/s320/Cavaleiro.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344639306732363522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Cavalos &amp;amp; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Cavaleiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O menino queque, mas mesmo queque, só montava a cavalo no Guincho. O Gang era constituído por meninos de uma “Geração de Oiro”, irrepetível. Mas chamar “Geração Rasca” à dos seus filhos, porque estudavam e recusavam-se a fazer cábulas, era um exagero. Numa característica os papás estavam em vantagem, eram geneticamente dotados de uma capacidade de adaptação a novas situações. E foi numa dessas alturas que a Becas entrou no café “Iolanda” e perguntou quem é que queria ir montar. Dito e feito, quatro levantaram os braços:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Mas tu já alguma vez andaste a cavalo? – Perguntou o “Menino da Luz”, de nome Peidão, quando viu que o Xinoca estava de braço no ar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Eu tenho uma “Maxi Push”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas havia um obstáculo a ultrapassar. O amigo da Becas, desconhecido do Gang, estava dentro do Renault 5 todo bonito, com chibata, botas de montar e cara de cu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Eles podem vir connosco?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;O matador olhou para os quatro meninos de “boas famílias” e percebeu que, ou iriam todos, ou arriscava-se a ter de mudar um pneu. Teve bom senso. A excursão rumou para a aldeia de nome “Areias”, onde seriam alugados os animais. Quando os bichinhos foram entregues o Xinoca quase que saiu à carga, porque pensava que “Cavalo” e “Peidociclo” era tudo da mesma família, e por isso acelerou a fundo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;- Têm a certeza que o vosso amigo sabe andar de cavalo? – Perguntou o dono do picadeiro ao ver que o rapaz com cara de oriental não tinha qualquer vestígio de técnica de acompanhamento do trote, indo por isso a bater violentamente com o traseiro na sela e a enredar as rédeas nas pernas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Ele está habituado a montar as éguas em pêlo, - explicou o jovem Peidão, um ás na equitação.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;O trombudo tomou a dianteira passando com um ar de desprezo por todos os amigos da Becas. A sorte devia-se ao facto de os cavalos estarem habituados a andar uns atrás dos outros e assim o do Xinoca teria poucas hipóteses de fugir. Atravessaram a rua e embrenharam-se nas dunas. Alguns metros mais adiante tiveram de reduzir para passo, pois era necessário poupar o rabo do chinês. Mas aconteceu o primeiro dos “previstos”, quando um ramo baixo lhes apareceu pela frente. Todos puxaram pela rédea esquerda e contornaram o arbusto, excepto o Xinoca que seguiu em frente e chocou contra o obstáculo. Passou o bicho e quase ia ficando o cavaleiro, caso não se tivesse deitado sobre a cabecinha do cavalo, folgando as rédeas e soltando os chinelos de quarto dos estribos. Ainda houve tempo para apostas, ganhando a opção “queda”. Valeu o sangue frio do trombudo que encostou a sua montada e segurou o animal. Pausa, o chinês estava mais inclinado do que a Torre de Pisa, e à medida que ia descaindo puxava as rédeas, arriscando-se a sentar o alazão no colo. Quando o líder o informou dessa hipótese, tirou as mãos e caiu na areia fofinha. Pôs-se logo ali uma dúvida: como é que ele iria montar, uma vez que não havia a escada do picadeiro? Veio-lhe à memória o paço-arcoense da Quinta Divisão e da falta que ele lhe fazia naquele momento. Caso fosse um dos presentes, manda-lo-ia agachar e ele obedeceria. Depois bastaria saltar-lhe para a espinha e montar. Mas a realidade era outra! O Xinoca teria de se desenrascar, nenhum dos presentes queria fazer de militar de Abril. Foi o que fez, meteu o bichano na parte baixa de uma duna e saltou-lhe para cima. Como o tempo já estava a escassear, foi necessário recorrer ao galope, porque senão nunca chegariam à Praia Grande. Ao chegarem ao Guincho cada um escolheu o seu ritmo e, de uma maneira geral, a carga foi a velocidade que imperou. Quanto ao Xinoca, optou por parar, largar o volante, enrolar um cigarrinho, ao mesmo tempo que dava folga ao rabo. Só que este tipo de cenas não eram as mais aconselháveis no momento, porque o animal cheirou o chão deitou-se de imediato, atirando o adolescente com cara de oriental de pantanas, tendo no entanto ainda conseguido dar a última “passa” antes de aterrar. O trombudo, que estava na outra ponta da praia, nem queria acreditar no que via. O cavalo do Xinoca parecia um cão a coçar-se no chão e quando a festa acabasse de certeza que iria a Cascais tomar um copo. E quem tinha deixado o Bilhete de Identidade, aliás o único a leva-lo, tinha sido ele, como prova que eram todos “meninos de boas famílias”. E o seu Renault 5 não valia nem metade de um burro sarnento, quanto mais um cavalo inteiro. Ficaria de certeza a lavar cavalariças o resto do ano e estragaria as suas botinhas com brilhantina. Meteu “prego a fundo” e conseguiu chegar a tempo. Quanto ao Xinoca, queria era regressar a pé, alegando já ter o traseiro em chamas e não querer ser confundido com algum revolucionário tresmalhado. Conseguiram convence-lo a dormir nessa noite de barriga para baixo, para que as marcas no mealheiro desaparecessem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-3964968354614360570?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/3964968354614360570/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=3964968354614360570' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/3964968354614360570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/3964968354614360570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/06/cavalos-cavaleiros-o-menino-queque-mas.html' title='Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/Siv5IeJfXwI/AAAAAAAAAIY/MD405WJxXX8/s72-c/Cavaleiro.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-8521339593328097468</id><published>2009-07-12T11:48:00.000-07:00</published><updated>2009-07-12T11:52:00.569-07:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SlowyLz-isI/AAAAAAAAAIo/ULk5Nz930oc/s1600-h/Nu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 259px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SlowyLz-isI/AAAAAAAAAIo/ULk5Nz930oc/s320/Nu.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357648345433017026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-size:180%;" &gt;Marginal à Noite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O calor apertava, estava uma noite de Verão magnífica e a praia de Carcavelos estava escura, muito escura, com maré-cheia e ondas grandes. O Gang regressava a casa de mais uma noite louca na discoteca do Farol, ainda por cima com uma vitória estrondosa do Milhas no concurso de dança que, no estado etilizado em que se encontrava, nem se apercebeu e ninguém se arriscava a dar-lhe a boa notícia, porque com este adolescente de genes incertos tudo funcionava ao contrário. Fora o único membro de todos os gangs da Costa do Estoril, que eram numerosos, a sair a Lotaria, mas para ele isso significou a sua desgraça. Quando os excursionistas de “boas famílias”, incluindo o Charlot que pertencia a todas, iam a passar junto do “Narciso”, não aguentaram a pressão do calor e resolveram ir refrescar-se. A água do mar estava quentinha, não se sabe se por força da Natureza, se por influência do esgoto que costumava despejar os cagalhões do dia à noite. O Gang entrou todo nu, tudo balançava ao sabor do oceano. Se o Capitão da Quinta Divisão soubesse! Estas ocasiões geralmente não acabavam aqui, tinha de haver algo mais radical. O que aconteceu a seguir ao banho foi único e irrepetível. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Quem é que consegue ir pedir boleia para a Marginal, todo nu?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A pergunta desafiadora da praxe, a questão que levava ao acto. Só o Gang dos Meninos Ricos e Caucasianos de Paço de Arcos (G.M.R.C.P.A.) teve lugar na História, porque caso todas estas aventuras não tivessem acontecido, ter-se-iam reduzido a uma simples Associação dos Queques Cristãos de Paço de Arcos. Mas, continuemos!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Um por todos, todos por um!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um grupo de meninos adolescentes correu apressadamente para a estrada, que estava com o trânsito intenso, e por isso lento, com as pilas a chicotearem as pernas. Todos pediram boleia para Lisboa. O vencedor foi aquele que ocupou o traço contínuo e tentou acertar, não nas beatas que forravam os fundos dos urinóis, mas nos carros que passavam. A rotina de uma noite quente de Verão foi quebrada por um show erótico, que nos dias de hoje os chefes de família de Paço de Arcos se recusam a comentar:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Não, não me lembro, nunca me dei com malta dessa!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Havia algo a favor daquela gente abençoada, os telemóveis não existiam e por isso a GNR só actuou no dia seguinte, e deu de caras com meninos já avisados e muito bem comportados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-8521339593328097468?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/8521339593328097468/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=8521339593328097468' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/8521339593328097468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/8521339593328097468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/07/comandante-guelas-serie-quiteria.html' title='Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SlowyLz-isI/AAAAAAAAAIo/ULk5Nz930oc/s72-c/Nu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-8041543156596620625</id><published>2009-06-21T11:01:00.000-07:00</published><updated>2009-06-21T11:07:06.395-07:00</updated><title type='text'>Camarada Choco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/Sj51lZhzxDI/AAAAAAAAAIg/SVV4UdPe1qs/s1600-h/Codex.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 314px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/Sj51lZhzxDI/AAAAAAAAAIg/SVV4UdPe1qs/s320/Codex.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349842692731028530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aventura 63 - &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Codex 632&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTomas%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	mso-bidi-font-size:10.0pt; 	font-family:Arial; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-language:PT; 	font-weight:bold; 	mso-bidi-font-weight:normal;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;A camisola que vestia tinha as mangas cavas, expondo às fêmeas umas peles brancas cor de Maizena, cobertas com vegetação mais apropriada às zonas baixas do corpo. Fechou os alunos na sala, aproximou-se do espelho chinês, com muitos anos de Feira Popular, e desabafou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Ah Silvestre Stalonas, está na altura de ires procurar a fêmea que te dará a próxima geração de anõezinhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Meteu sofregamente a mão nas calças e tirou uma fita-métrica do Aki. Aproximou-se de um calendário com Desaparafusados da Michellin e definiu as medidas obrigatórias da sortuda:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- …mais baixa do que eu, ou do mesmo calibre, -&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;pôs o dedo nos 120 centímetros e continuou. – Ser obediente, ganhar menos, abaixo dos 40…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Mas algo o distraiu quando trancou a porta da sala, onde antes trabalhava e agora pouco tempo permanecia, perdido na sua incessante busca da Fêmea perdida:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- A Tareca está com a mania que é doutora, até tem um dossier e tudo, e está cheio de papéis, - lamentava-se a outro espelho a Faísca. – Só quer é reuniões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Ao espreitar na curva do corredor, o garanhão tocou inadvertidamente num quadro e detrás dele caiu um papel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- “Codex 632”?!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O título estava a negrito e no canto superior direito destacava-se a vermelho a palavra “Top Secret”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Um documento sigiloso? Escondido atrás do quadro com a cara da Madrinha? Que interessante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Olhou para todos os lados. O andar estava vazio, excepto a Faísca que continuava a fazer queixas ao espelho. Regressou pé ante pé ao espaço onde antes trabalhava e agora fingia que o fazia, e trancou-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;" lang="ES"&gt;Nomina Sunt Odiosa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;" lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Aquí el informe de los restos de la farra ocorrida en mi presencia entre el Codex 632 y el&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Voz de Bagazo, el 3 de junio del año de Gracia de Mi Querida Madrina, que en el futuro yo la sustituirei de acuerdo con la voluntad de Mi Madrina . Esa tarde&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;cuando el conductor viejo ay detenido la Nau los dos acusados corrió y you&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;fui detrás de les , ya la previsión de un farrobadó, prohibida por Su legislación, que aquí también es mía, y quiero cumplir,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;por escrito, si Su humor no nudar, diciendo que no dijo lo que todos escuchamos. Madrina, lo que vi fue una visión del Infierno. La Voz de Bagazo está por encima de la del Codex 632 y él trató de molde la serpiente, que ya estaba moribunda. Gracias a Dios todavía tive tiempo para ver las bolas que batiam a los demás como unas castañuelas, cada vez que corresponde a golpear en la parte superior de la serpiente, tratando en vano de poner en juego, como en las películas para adultos Noddy que no vejo por qué tapo los ojos con las manos y los dedos abiertos, como la Madrina. Señaló inmediatamente después de la ocurrencia, la hora, los minutos y los segundos, quem inmediatamente tiene la culpa, no a mí y no al delegado sindical, como aprendí de la Madrinha, a pesar de ser parte del grupo. Sálvese quien pueda. Y para no resolver la situación inmediata, como dice el bon senso,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;télefonei inmediatamente a la Señora para incendiar más y declarar una posible pandemia sexual. Sugiero a toma de la píldora del día siguiente para todos, incluidos los hombres, porque el azoreano ya tienne enjoos tuta las maganas y el tamaño de su vientre no es un buen pronóstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Su doctora también sin paja&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-8041543156596620625?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/8041543156596620625/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=8041543156596620625' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/8041543156596620625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/8041543156596620625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/06/camarada-choco.html' title='Camarada Choco'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/Sj51lZhzxDI/AAAAAAAAAIg/SVV4UdPe1qs/s72-c/Codex.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-4440018498850891627</id><published>2009-05-22T05:33:00.000-07:00</published><updated>2009-05-23T08:18:51.850-07:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/ShacbrI7bCI/AAAAAAAAAIQ/SmOFq_qYfG4/s1600-h/jornaleiro.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 98px; height: 100px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/ShacbrI7bCI/AAAAAAAAAIQ/SmOFq_qYfG4/s320/jornaleiro.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338626407544876066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Férias de Verão – &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Brincando à Distribuição&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTomas%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt; 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O primeiro a ingressar no mundo laboral foi o Pilas, que depressa se tornou patrão. Comecemos pelo início. O trabalho consistia em abastecer algumas livrarias e quiosques de Lisboa e da Linha de Cascais, de jornais e revistas. O motorista era o Pilas e tinha como ajudante o Citron. Mal sabia este que iria chegar ao fim das férias com uma excelente condição física, fruto de corridas contínuas e &lt;i style=""&gt;sprinteres &lt;/i&gt;que o seu companheiro e treinador o obrigavam, uma vez que arrancava sempre antes do atleta chegar à carrinha. Ficaram famosas as fugas do Pilas no centro de Cascais, com o Citron no seu encalço. O abastecimento da carrinha era feito lá para os lados do Marquês de Pombal e os primeiros postos da volta, além de clandestinos, pertenciam ao patrão do Pilas e dono da carrinha, que começava o dia a desviar revistas e jornais dos molhos que já estavam atados e etiquetados. Quando a carrinha iniciava o serviço ia com o rabo quase a tocar no chão e havia uma subida que tinha de ser feita em marcha-atrás caso a rua estivesse molhada, pois os pneus da frente estavam tão velhos que já não tinham força para se agarrarem aos paralelepípedos. A festa brava era reservada para os fins-de-semana, em que não havia trabalho, mas estava presente a carrinha. Ao patrão do Citron, o Pilas (capataz de outro) reservava-se o direito de trazê-la para casa, com uma obrigação: ficar parada! Mas isto era pedir muito a estes adolescentes irrequietos e ainda por cima com uma Peugeot comercial (sem rede a meio) a rir-se para eles. Bastava levantar o banco de trás e a máquina transformava-se num autocarro. No primeiro minuto da primeira sexta-feira à noite o patrão Pilas cumpriu escrupulosamente a ordem superior, outra coisa não seria de esperar, saindo de casa e desejando “boa-noite” ao Peugeot, mas quando já ia perto do Pica não aguentou a pressão da sua consciência e correu desgrenhado para o carro, saindo em peão e com os pneus a deitarem fumo por todos os poros. Foi assim toda a noite e as seguintes. Tinha de estar treinado para as corridas entre distribuidores, pois os da “Capital” estavam à frente na competição. O jornal “A Tarde” chegava sempre em último e isso o senhor Pilas não admitia. O Citron deixou assim de sair do carro e limitava-se a atirar o molho para dentro da loja. E foi numa bela tarde em que as três carrinhas concorrentes iam coladas umas às outras e já todos tinham estado ao comando da prova, que a “Tarde” ia assassinando um cliente. O proprietário da loja já estava à porta à espera, quando o Citron arremessou o molho atado, que acertou em cheio no velho e rebentou, espalhando os jornais pela banca e arredores. Ninguém parou. Após a vitória retumbante da equipa composta por dois paço-arcoenses de “boas famílias”, que cilindrou os adversários da Brandoa e da Porcalhota, o Citron arranjou uma namorada no Liceu de S. João, que fazia questão de visitar durante a hora de trabalho. Só convenceu o motorista, porque prometia-lhe sempre trazer uma amiga para o acariciar. A partir daqui o jornal “A Tarde” passou a chegar a Cascais à noitinha, com os clientes a reclamarem que àquelas horas já não vendiam nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Ponha para as sobras, - respondia-lhes o Pilas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Um dia o Pilas resolveu reformar-se e contratou o motorista de nome Peidão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Cuidado com a carrinha, podes levá-la para casa mas só a usas para o trabalho, - avisou no dia da assinatura do contrato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O Citron continuava, já quase não cabia no carro devido à fabulosa musculatura, adquirida pelas inúmeras corridas e arremessos. Mas o Peidão era um rapaz muito ajuizado e compreendeu que o ajudante já não aguentava mais aqueles treinos intensivos e assim passou a levá-lo sempre até à porta dos clientes. Uma semana depois o Citron também se reformou e o Peidão ficou por sua conta e risco. E a tentação foi mais forte. No primeiro fim-de-semana transformou a carrinha em autocarro e foram todos passar a noite no “Maria Bolachas” na Praia das Maçãs e no regresso acendeu uma luz vermelha. Como a mecânica não era o seu forte, levou nesse estado a carrinha até casa, que ainda estava muito longe. De uma só vez ficaram os quatro no desemprego, incluindo a carrinha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-4440018498850891627?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/4440018498850891627/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=4440018498850891627' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/4440018498850891627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/4440018498850891627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/05/comandante-guelas-serie-quiteria_22.html' title='Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/ShacbrI7bCI/AAAAAAAAAIQ/SmOFq_qYfG4/s72-c/jornaleiro.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-1509834508574584176</id><published>2009-05-07T10:25:00.000-07:00</published><updated>2009-05-07T10:29:25.060-07:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SgMaFY8RAyI/AAAAAAAAAII/Cxd0RF7xoaQ/s1600-h/Batata.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:14;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%; color: rgb(255, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:14;"  &gt;Como tu sabes…&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:14;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O dia do aniversário do Focas chegou e na vila de Paço de Arcos a agitação pairava no ar! Os lugares já estavam marcados no restaurante e a ASAE tinha passado a casa de pasto a pente fino, não fosse o Pontas ir servir atum do Jamor ao Mac Macléu Ferreira, filetes das Fontainhas ao Boa-Cara e polvo da Terrugem ao Proveta. A primeira surpresa da noite foi o avistamento do Serapitola, que parecia o Álvaro Cunhal em versão negativo. Tinha autorização para mastigar, mas falar nem pensar. O Cocciolo pediu o livro de reclamações para protestar contra as comemorações dos cinquenta anos do sobrinho do Isaltino, pois largara um masso de notas por meia dúzia de croquetes e um saquinho de favas fritas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Pensei que eram as entradas e para não perder a fome esperei a noite toda pelo jantar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A um canto da mesa o Conan mantinha o recorde de cobrições, agora com os episódios de incontinência incluídos. Todas as semanas abandonava fêmeas da Costa do Estoril. De repente o telemóvel do aniversariante tocou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Allô Focas, aqui engenheiro Petroni.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Engenheiro Petroni?!!! – Perguntou o Focas fazendo um zapping à memória das amizades, incluindo os defuntos, não conseguindo, no entanto, descobrir algum “&lt;b style=""&gt;Engenheiro Petroni&lt;/b&gt;”. – Deve estar enganado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Grande Focas vejo que já estás com esclerose, eu sou o Engenheiro Petroni e gamámos….crescemos juntos com figuras ilustres, como o Mocho, o Balatuca, o Pingalim, o Milhas, o Peidão, o Graise, o Velinho, o Pilas, o Maneleiro, o Marreco, o Xinoca, o Pontas, o Rato, a quem me esqueci de pagar o compressor…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Pierre Pomme-de-Terre, já podias ter dito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Como tu sabes acabei engenharia, a minha filha anda no Britânico, como tu sabes…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;E o Focas agravou o seu estado de espírito com esta aparição difusa e imprevista de um amigo do alheio. Como é que ele poderia saber do currículo actualizado do Pierre Pomme-de-Terre se o último que lera fora há 35 anos quando ele fugira para o Brazil com o diploma incompleto da Infantil (fugira da sala 4 depois de ter pedido emprestado os guélas dos colegas e a carteira da educadora Meca, para ir comprar “Gorilas” ao Kitanda), levando no seu encalço o chefe Bigodes e todo o seu pessoal, o padre no encalço das esmolas, o carteiro dos cheques dos reformados, obrigando a vila a dividir-se ao meio, uns para o engavetar e outros para o enterrar. O Pierre Pomme-de-Terre agora o senhor Engenheiro Petroni, representava um certo neo-romantismo amigo do alheio, que se tinha estabelecido entre o final do século XX e o início do século XXI. A vinda desta figura carismática paço-arcoense representava o regresso às fontes das tradições da vila, particularmente no que dizia respeito ao mítico cheque careca. A mesa em “U” agitava-se, havia quem tivesse perdido a tranquilidade. As carteiras começaram a ser guardadas e todos viram o senhor Rato a cravar, com raiva, a faca da carne no atum do Mac Macléu Ferreira, e tudo por culpa das recordações de um compressor trocado por um cheque careca do filho do marquês. E o engenheiro Petroni sabia disso, viu-se na resposta que deu ao aniversariante quando este lhe perguntou onde estava:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Em Macau a fazer o projecto para as futuras Torres Petroni que vou erguer no lugar do Tino, com as fundações do próprio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Com a vinda deste mecenas de sinal contrário vinha outro tipo de discurso, desta vez mais elaborado:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Focas amigo, diz aí ao pessoal que eu agora já tenho outra “armadura estrutural”, no passado fiz muita “argamassa” que tenciono agora compensar com um “cálculo estrutural” à maneira, que “arquitrave” as “incrustações” do antigamente, prometendo um autêntico “baldrame”, estás a topar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O Focas nem teve tempo de responder, pois o (in)desejado continuou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Não te preocupes, convido-te desde já para um almoço sem limites aí no restaurante onde estás a jantar, e tudo por minha conta, e explico-te detalhadamente o que disse em cima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;O Pontas, pelo “sim” pelo “não”, encerrou de imediato o estabelecimento e pôs trancas nas janelas. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-1509834508574584176?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/1509834508574584176/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=1509834508574584176' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/1509834508574584176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/1509834508574584176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/05/comandante-guelas-serie-quiteria.html' title='Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SgMaFY8RAyI/AAAAAAAAAII/Cxd0RF7xoaQ/s72-c/Batata.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-621171527493820685</id><published>2009-04-20T01:17:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T10:14:28.524-07:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SewwzGUgIRI/AAAAAAAAAH4/RK128YNkKQw/s1600-h/Futebol.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 225px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SewwzGUgIRI/AAAAAAAAAH4/RK128YNkKQw/s320/Futebol.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326686113700520210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogadores à beira de um ataque de nervos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tradição cumpria-se com mais um jogo a chegar ao final sem a intervenção externa da campainha. Pela milésima vez o Chico tinha atingido a “redline” e queimara as juntas da cabeça, colando-se à sombra do Tio Fininho, que estava impecavelmente vestido com um equipamento preto de árbitro da “Sexta Divisão do Batatinha”, o célebre Abramobatata do campo de Vila Fria, vizinho da lixeira camarária. O estado de alma do Chico reflectia-se no fumo que lhe saia pelas orelhas e na cor avermelhada que lhe forrava a “fácies”. Estava próximo de um ataque de caspa! Ao longe o papá, impecavelmente vestido com um equipamento do Sporting, que incluía meias e chuteiras verdes do Quaresma, tentava trazer o filho para a realidade, sabendo de antemão que tal seria impossível, porque a gasolina que tinha bebido no Algarve quando foi ao gamanço com o amigo chinês, depois de terem demorado a noite toda a desmontar uma cadeira feita de tubo de plástico, entranhara-se nos genes, não havendo nada que conseguisse apagar o tal risco profundo que, em quase todos os jogos, colocava o pequeno-grande Chico à beira do&lt;br /&gt;Precipício.&lt;br /&gt;- Não lhe ligues, o Fininho é assim mesmo!&lt;br /&gt;Mas nada demovia o colosso de estar colado à sombra do “tio”. O mal dele era ter ido para o curso de Logística da Escola Náutica. Desde esse momento o Tio Fininho tornara-se muito exigente com os estudos do “sobrinho emprestado”, um rapagão que trocara os livros pelos copos, fazendo-lhe interrogatórios massivos sobre o comportamento da “Carreira 22”. Pelo meio ia-lhe agradecendo os golos que teimavam em entrar na baliza da equipa de que o colosso fazia parte, tendo como companheiro o inebriante Milhas, que teimava em dar orientações tácticas desde que o apito assinalara o início da partida. E no calor da discussão ninguém se apercebeu da saída intempestiva do careca de meia-idade, que tinha atingido o prazo de jogabilidade, em virtude de ter sido traído pela “claustrofobia por espaços vastos” que o impedia de respirar, compensando o défice com escarretas fininhas. Pelo meio o filho do Vaca Prenhe interrogava o Pequeno Polegar, de nome de guerra Biblot, sobre os motivos que o levavam a ir sempre disputar as bolas altas nas Grande Áreas. Mas o assunto da jornada era a grandiloquência do Chico, que teimava em Rosnar junto ao “tio”, enchendo-lhe o fatinho de perdigotos, e isto o jogador Fininho não tolerava:&lt;br /&gt;- Não me diriges a palavra com a boca cheia de azeitonas, – indignou-se o jogador com equipamento de árbitro, apontando um indicador ameaçador ao “Colosso das Palmeiras”.&lt;br /&gt;E nisto uma bola tresmalhada passou a rasar a cabeça do Milhas. Tinha sido o Rubi, que ainda não se apercebera que o jogo estava em “pausa”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-621171527493820685?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/621171527493820685/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=621171527493820685' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/621171527493820685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/621171527493820685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/04/comandante-guelas-serie-quiteria.html' title='Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SewwzGUgIRI/AAAAAAAAAH4/RK128YNkKQw/s72-c/Futebol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-7306686213772331308</id><published>2009-04-26T10:10:00.001-07:00</published><updated>2009-04-26T10:12:44.049-07:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SfSVpF0oshI/AAAAAAAAAIA/JDEEAP-uhOI/s1600-h/futebol2008.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SfSVpF0oshI/AAAAAAAAAIA/JDEEAP-uhOI/s320/futebol2008.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329048792256262674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTomas%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt; 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E esta característica fazia toda a diferença neste tão popular desporto de “fim-de-semana com autorização escrita das mulheres”. Mas havia alguém que andava com a cabeça à roda por causa desta invasão de tenrinhos, aparecidos por geração espontânea. Eles tratavam-no com respeito, diziam “sim” aos seus convites para tertúlias em sua casa, mostrando serem muito diferentes da Geração Rasca dos pais e dos tios, como por exemplo o Chico Sá, que perguntava sempre aos amigos “Ouviste o eco?” de cada vez que a bola batia com violência no “bumbum” do Capitão. Os tenrinhos até o tratavam por “Tio Porão”! Ao aceitar o lanchinho do Capitão, o Tona revelava não estar com a lucidez necessária, nem nunca ter ouvido falar da história do “Capuchinho Vermelho”. Foi preciso passar algum tempo, deixar baixar a poeira, ganhar a distância, para que os amigos o confrontassem com a verdade. Este “inocente” convite do militar de Abril mudou para sempre a carreira futebolística deste jovem ingénuo e veio mostrar o fosso que separava aquelas duas gerações de “profissionais” da bola. O jovem careca não estava habituado a deparar-se sempre com um defesa adversário que protegia a sua área e a bola de costas viradas para ele. E tantas foram as vezes com que se deparou com um “bumbum” a convidá-lo para a luxúria que, tal como a Leonor do poema, acabou por partir-lhe a bilha, mais propriamente enganar-se e chutar no pé do velho, em vez de o fazer no esférico. Por momentos aqueles dois corpos, um tenrinho e o outro com caruncho, moveram-se, agiram, num único movimento sussurrante, tocando-se levemente no ar, num gesto que se aproximou dos outros coxos, com um virtuosismo técnico tão elaborado, que fez com que ninguém visse que o Milhas tinha tocado com as duas mãos na bola. O reencontro do Tona com o Capitão teve uma sensibilidade poética, que levantou a dúvida quando se deu o contacto do corpo rançoso com o solo e dele saiu um grito alucinante com diferentes interpretações:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Foi um gostinho, – disse o Fininho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Deu o berro, – atirou o Chico Sá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Perdemos o guardião do saber e da memória de uma espécie de homem que um dia nos treinou para o Torneio de Futebol de 5 no Pavilhão de Paço de Arcos, – lamentou o Milhas, deixando cair uma lágrima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- O Capitão é que se esborrachou, mas o Milhas é que está a delirar, – exclamou o Peidão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- É falta do velho! – Sentenciou o único jogador lúcido, o Caramelo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O caso não era tão simples e natural, tinha agora uma dimensão metafísica. A imagem do mais velho jogador de futebol de Paço de Arcos esticadinho no pelado, estilo bacalhau, iria ficar gravada para sempre nas memórias de todos, como um momento único, desarmante. Mas ninguém se apercebera das terríveis consequências, ao nível comportamental, que este espectáculo, simples e natural, iria ter sobre a Nova Geração. Dali para a frente tornaram-se diferentes. Fora preciso aparecer uma nova revoada de tenrinhos para atirar por terra e arrumar a excitante carreira futebolística do mais capitão de todos os capitães, a seguir ao Patrão Lopes. O dinossauro foi ao chão em decúbito ventral e por lá ficou no meio de estranhos movimentos de cobrição e dor. Quanto ao Tona, encontrava-se de pé debruçado sobre o ferido, sem saber o que fazer. A Velha Geração aconselhava-o, por gestos, a deitar-se sobre o moribundo, evitando que ele arrefecesse, e também como forma de compensação pelos danos sofridos. Mas o Capitão queria outro, o futuro médico e disse-o em estilo comando:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Leva-me a casa!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Todos imaginaram a entrada do militar em casa ao colo do tenrinho, tal qual um par de recém-casados. A recusa do contemplado foi imediata e as atenções voltaram-se novamente para o Tona, que tentava escapulir-se da zona do acidente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Eu vim de mota, – desculpou-se, abrindo os braços.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- O ferido não se importa de ir sentado de lado, muito agarradinho, – esclareceu o Chico Sá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Quem ajudou o Capitão a instalar-se no Mini e a desenrascar-se a partir daí foi o Choné, um jogador com uma perna-de-pau e uma careca maior e muito mais velha do que a do Tona. Quanto ao velho, não teve outro remédio senão pendurar as chuteiras junto às recordações de África, as caveiras de antílopes e as cabeças em pau-preto, com as cuecas do pelotão!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-7306686213772331308?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/7306686213772331308/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=7306686213772331308' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/7306686213772331308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/7306686213772331308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/04/comandante-guelas-serie-quiteria_26.html' title='Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SfSVpF0oshI/AAAAAAAAAIA/JDEEAP-uhOI/s72-c/futebol2008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-8896139166583391684</id><published>2009-04-01T06:33:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T06:38:16.896-07:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SdNt8SvzbAI/AAAAAAAAAHw/cVwy7EzoHDY/s1600-h/eanes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 232px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SdNt8SvzbAI/AAAAAAAAAHw/cVwy7EzoHDY/s320/eanes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319716467446606850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTomas%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Quando o Peidão entrou na praia de Carcavelos na sua Yamaha 50 Mini-Enduro, tirou o penico de aviador que levava na cabeça e foi de imediato chamado por um dos agentes da GNR que estava junto ao restaurante “O Narciso”, na marginal. Como cidadão exemplar resolveu não fugir, atitude que lhe custou um belo dia de praia. Mas esperava que os agentes da autoridade tivessem bom-senso. Enganou-se! Foi de imediato acusado de ter vindo de casa com a cabecinha ao léu e por isso, contra a corrente que grassava no país, iriam aplicar a lei. Mas não contavam com a reacção do cidadão de nome Peidão, que nesta altura já tinha muitas preocupações ambientais. Trazia na carteira uma bomba atómica. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Se este senhor pode andar à boleia da GNR sem capacete, eu também tenho esse direito, estamos em democracia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O recorte da revista foi aberto e ficou à vista da polícia e do povo que entretanto se tinha juntado. O documento exclusivo do Peidão mostrava o Presidente da República, o Ramalho, a transgredir a lei, ainda por cima com a cumplicidade da GNR. O guarda ficou estático e sentiu o bafo do povo atrás de si, que se aproximara para ver a fotografia. Ouve risos e comentários de reprovação, afinal tinham votado num fora-da-lei. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Montagem, isso é uma montagem, - acusou o mais graduado. – Vou passar-lhe uma multa por difamação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- “Difama” quê? – Perguntou o outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Este cidadão está a insultar o nosso presidente, - confirmou, olhando de cima para baixo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A assistência já se ria, a cena já se assemelhava à de um circo. E agravou-se quando tentou agarrar na prova do crime, possivelmente para a fazer desaparecer, mas o cidadão passou-a de imediato a um amigo que a fez desaparecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- E eu não conheço esse agente que está na fotografia, não é da GNR, é falso. – Interveio o outro agente, parecido com o guarda Ricardo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Quantos são vocês na GNR? – Perguntou o caluniador do Ramalho, de nome Peidão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Para aí uns quinze mil, – respondeu o motociclista fardado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A risada tornou-se geral, a autoridade tinha de tomar medidas. E foi o que fez. Definiu um perímetro de segurança. No livro de instrução para multas rodoviárias a “difamação” não constava. Era necessário contactar a central. Foi o que fez o chefe da patrulha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Alô, alô, aqui 24 chama a central, escuto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Respondeu-lhe um ruído que um ressonar. Insistiu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Alô, alô, aqui 24 chama central, escuto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Desta vez parecia um ruído de um balão a esvaziar. A risota era geral, o povo estava a ficar incontrolável. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Temos de nos deslocar para uma zona mais aberta, - informou o chefe. – O senhor vai ter de nos acompanhar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Uma BMW 750 à frente, uma Yamaha 50 Mini-Enduro no meio e outra BMW a fechar. Todos a 20 Km/hora, assim os obrigou o cidadão Peidão, alegando que a mota não dava mais. Os heróicos agentes da GNR foram obrigados a ir com as botas a arrastar pelo alcatrão, porque àquela velocidade tinham de ir em primeira e aos solavancos. Quanto ao povo, aplaudia o seu herói que ia nas garras da autoridade. Parecia uma cena da volta a Portugal em bicicleta. A caravana parou na zona do Motel, junto a uma cabine de telefone. Mas surgiu um problema. Ninguém tinha trocos. Até que um individuo numa Casa Boss 50 se aproximou do trio e identificou-se como agente da PSP de Oeiras. Foi posto ao corrente do crime e aproveitou para mostrar que era muito mau.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Se quiserem tenho lá uma cela para ele, - atirando uma baforada de fumo contra aquele que ousara por em causa a honestidade do homem que enfrentara as bombinhas de Carnaval da oposição em cima de um carro e em posição de forcado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Este reforço acabou por ser útil nos trocos. Quando a central foi posta ao corrente da situação, o cabo levou de imediato um cartão vermelho por andar armado em intelectual, e não se ter reduzido à sua condição de GNR com a 4ª classe. A infracção era por falta de penico e a multa era essa. O resto era estar a faltar às suas obrigações, que eram patrulhar a Costa do Estoril. Escusado será dizer que o papel unicamente serviu para o habitual, já que a partir de Junho só os otários pagavam as multas, como era tradição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-8896139166583391684?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/8896139166583391684/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=8896139166583391684' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/8896139166583391684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/8896139166583391684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/04/normal-0-21-microsoftinternetexplorer4.html' title='Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SdNt8SvzbAI/AAAAAAAAAHw/cVwy7EzoHDY/s72-c/eanes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-3061992372722630574</id><published>2009-03-20T07:01:00.000-07:00</published><updated>2009-03-20T07:05:19.811-07:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/ScOifTOylmI/AAAAAAAAAHo/rEqS5h_n1n0/s1600-h/Rico.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 209px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/ScOifTOylmI/AAAAAAAAAHo/rEqS5h_n1n0/s320/Rico.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315270643849270882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Férias de Verão – &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Abromobajoulo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O Verão no Algarve consumia cada vez mais dinheiro e por isso era necessário arranja-lo, pois as férias grandes eram mesmo grandes. O Bajoulo conseguia passar um mês inteirinho ao Algarve, sem interrupções, com uma nota de mil escudos e regressava a Paço de Arcos mais gordo, estilo leitão de Barrancos, trazendo ainda cinco mil na carteira. Era o dois em um, nas boites namorava e abastecia-se. Naqueles saudosos anos pós-revolução havia mais alemãs com pulgas por metro quadrado do que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ctenocephalies felis felis&lt;/span&gt; sozinhas e o Bajoulo estava em vantagem em relação aos suínos que elas traziam, pois ele era produto nacional e falava fluentemente em alemão. E as meninas bebiam no mínimo vinte cervejas, só para aquecerem. Por isso caíam-lhe todas no regalo, deixando as malas descuidadas. Este adolescente anafado já era muito avançado para o seu tempo, pois só se abastecia nestes Multibancos germânicos. Os desvios eram vários, longos e metódicos. Numa primeira fase conferia a forma e a localização da carteira, na segunda fazia os ajustamentos corporais necessários, que incluíam a aproximação e a distracção da fêmea com modos corteses e medidos, e na terceira preocupava-se com os pormenores, ou seja, a abertura do fecho e a localização das notas. Todo este ritual demorava tempo e exigia muita gramática, o Bajoulo falava da vida como se contasse um segredo. Mas tinha uma ética e por isso mostrava sempre o maço de notas aos amigos e pedia-lhes a opinião da quantidade aceitável, tudo isto em mímica e ao mesmo tempo que namorava com a turista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-3061992372722630574?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/3061992372722630574/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=3061992372722630574' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/3061992372722630574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/3061992372722630574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/03/comandante-guelas-serie-quiteria.html' title='Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/ScOifTOylmI/AAAAAAAAAHo/rEqS5h_n1n0/s72-c/Rico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-3505061688715655214</id><published>2009-03-09T01:57:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T01:59:59.272-07:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas - Série Comandante Guélas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SbTaAN3WmNI/AAAAAAAAAHg/letB3dlzP48/s1600-h/Repimpa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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Como em Paço de Arcos todos o conheciam, a feira das vaidades rumava a Sul, mais precisamente para o Algarve. No início das férias o rebento ficava sozinho em casa a “estudar” para os exames, ou seja, a desviar umas librinhas de ouro para os gastos. E num dos verões apareceu um problematizo adicional: o arranjo do descapotável do chulo do Pimenta, com que haviam marrado numa parede! Durante vários dias o Bajoulo e o Batata tinham impressionado o Pica (o café) com o potente cabriolet que, de cada vez que arrancava, dobrava a meio, dando sempre a sensação de se ir dividir em dois a qualquer momento. O majestoso Iate dos Batatas, o “Pirolito II”, estava estrategicamente fundeado na praia mais “in”. Em terra davam-se os últimos retoques para a cena, os papás Batatas colocaram os derradeiros emblemas com motivos do mar, âncoras e búzios, para dar a impressão de várias voltas ao mundo ao leme do “Pirolito II”. Na cabeça do chefe morava um chapéu digno dos melhores lobos-do-mar e na tola da esposa uma espécie de toldo, a imitar as mais finas castas inglesas. No barco, vindo expressamente de Paço de Arcos na noite anterior, depois de se ter desenvencilhado das libras no “Dobrão”, Pierre-Pomme-de-Terre esperava pelo sinal que viria de terra. O papel que lhe tinha sido atribuído era o de paquete, que iria a terra numa chalupa buscar os patrões, para irem almoçar a bordo. Quando a praia ficou cheia com as famílias mais importantes de Lisboa, o papá tocou a corneta, comprada numa das bancas da feira de verão que estava junto à estátua do Patrão Lopes, e o marinheiro fez-se ao coco, ao mesmo tempo que os patrões se dirigiram para a beira-mar. O encontro foi digno dos melhores filmes de Hollywood, os magnatas Batatas estavam mais brancos do que o próprio OMO, uma brisa marítima fazia ondular o vestido voluptuoso da dama, enquanto que o chapéu à Comodoro dava um ar imponente à figura do Pomme-de-Terre Sénior. O coco atrasou-se um pouco, como tinha sido decidido no guião, para que a praia tivesse direito a apreciar um fenómeno ainda muito raro naqueles anos, mas rotineiro nos dias de hoje. O Batata chegou com uma remada digna das melhores caravelas, saiu em salto, tal como um felino, mostrando à populaça o seu belo fatinho à marujo e atirou ao papá, agora no papel de capitão Haddock, com cachimbo e tudo, uma soberba continência igual às dos filmes da Segunda Guerra. O patrão agradeceu e entregou-lhe a mão da marinheira, para que lhe desse apoio no embarque. Quando estava tudo a postos, o marujo Pierre-Pomme-de-Terre deu uma remada tão brusca, que fez a chalupa dar uma volta de 180 graus, que a colocou de quilha para o ar e sentou os papás no fundo do mar!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-3505061688715655214?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/3505061688715655214/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=3505061688715655214' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/3505061688715655214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/3505061688715655214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/03/comandante-guelas-serie-comandante.html' title='Comandante Guélas - Série Comandante Guélas'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SbTaAN3WmNI/AAAAAAAAAHg/letB3dlzP48/s72-c/Repimpa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-8500349875347031964</id><published>2009-02-22T10:36:00.000-08:00</published><updated>2009-02-24T07:25:09.943-08:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SaGbQ5mTOpI/AAAAAAAAAHY/ihpwsygf7HU/s1600-h/Sapatos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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Começaram por arremessar um dos seus sapatos para a varanda do coronel Osório, que já se encontrava mais para lá do que para cá, depois de ter dividido com a esposa um jantar no café do senhor Américo. O militar ainda ouviu o impacto da falua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;made in&lt;/span&gt; senhor Coutinho no estor, mas confundiu o barulho com um tiro disparado pelo John Waine no filme que estava a dar na televisão. O que iriam dizer os futuros sogros quando o Focas aparecesse lá em casa para ir buscar a noiva e se apresentasse com um pé calçado e outro com uma meia “CD” rota? O casamento do Focas não poderia ser posto em risco, porque o Pilas já estava a preparar a festa, idêntica à do casamento do Peidão, em que trotou o dia todo, gatilhou nos extintores e abanou a fruta para as tias quando estava de cuecas em cima da prancha mais alta da piscina antes de saltar e gritar, “o que vocês querem está murcho”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Temos de ir buscar o sapato do pobre Focas, senão ele ainda se constipa, - disse o Velhinho, recuperando o equilíbrio depois de se apoiar numa árvore.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O jovem adulto escolhido para ir tocar à porta do militar, estava virado para a loja de electrodomésticos do Ligóia com o sexo cansado de fora a debitar mijo, muito mijo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Não dou, - gritou peremptoriamente o coronel Osório, não aceitando a explicação que colocava o sapato do Focas na sua propriedade devido a um golpe de vento traiçoeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A hora para ir buscar a noiva aproximava-se. Como o andar onde morava o Velhinho era o de cima, um segundo plano foi montado, e consistiu em pescar a barcaça. Mas na varanda utensílios ligados ao mar só havia uma poita. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Eu sou capaz de pescar um tubarão com uma linha de cozer, - atirou o Velhinho, chegando-se ao parapeito da varanda com a cana na mão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Olhou para baixo e viu três sapatos, apesar de todos só verem um. Quando o isco começou a descer para ir salvar o sapato do Focas comprado na sapataria do senhor Coutinho, o pescador teve uma fraqueza nas mãos, devido à cevada que lhe forrava o interior, e deixou cair com estrondo a âncora em cima do objecto do noivo. O coronel abanou e deitou-se no chão em posição de defesa. Nova reunião, novo porta-voz, mas agora um com um ar mais convincente e da zona: o Pierre Pomme-de-Terre!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Não, - tornou a gritar o militar da velha guarda para o adolescente arraçado de leitão com anjo barroco, de carne tenrinha e sorriso virgem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O Focas não teve outro remédio senão pedir emprestado o sapato de cor diferente ao seu futuro cunhado, o Proveta, que o esperava no rés-co-chão, e não saiu da porta de entrada, sem acender as luzes, alegando uma reunião extraordinária com o padre. Saiu a correr e a coxear, mas com os sogros a babarem-se de orgulho por tão devoto enteado. No entretanto o gang reunira-se de emergência e aprovara por unanimidade a proposta do marido mais responsável da zona, o senhor Peidão, que lançara uma fatwa para a meia-noite: encher a varanda do coronel Osório com todos os sapatos velhos de Paço de Arcos e arredores. E a lei foi cumprida, durante meia-hora choveu granizo na varanda do militar. No dia seguinte o Osório foi visto com um enorme saco de plástico atestadinho de sapatos, a caminho do contentor da praceta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-8500349875347031964?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/8500349875347031964/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=8500349875347031964' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/8500349875347031964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/8500349875347031964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/02/normal-0-21-microsoftinternetexplorer4.html' title='Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SaGbQ5mTOpI/AAAAAAAAAHY/ihpwsygf7HU/s72-c/Sapatos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-1008267254505128682</id><published>2009-02-01T03:03:00.000-08:00</published><updated>2009-02-14T12:34:33.615-08:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SYWCTwNKj6I/AAAAAAAAAHQ/gBmsD4-meYk/s1600-h/Estremoz.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Uma das passagens de final do ano do Gang foi passada a quilómetros de distância, no meio de chaparros, tios chaparros, classificação que não constava nos manuais escolares dos “meninos de boas famílias” da Costa do Estoril.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Chaparros queques?! – Perguntou admirado o Charlot.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Tão queques que só podemos entrar de fato e gravata, e a festa é no casino lá da terra, um misto de mesas de matrecos com sofás de veludo, - explicou-lhe o Proveta, ajeitando a gravata do pai que lhe chegava aos pés!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Um dos membros do Gang namorava com uma menina cuja família tinha morada na respectiva terra e achara por bem convidar todos aqueles adolescentes das famílias mais brazonadas de Paço de Arcos, para assim subir na hierarquia social da “chaparrolândia”. Iriam todos de comboio, já equipados para a festa. A meio da viagem e já um pouco chateados por não fazerem nada, o Gang resolveu passar à acção, dando início a um jogo radical que consistia em mudar de carruagem, mas pelo lado de fora. Quando o maquinista se apercebeu do jogo, já havia vinte adolescentes, de fato e gravata, do lado de fora, facto inédito nos anais da CP alentejana. A brincadeira só acabou quando todos cumpriram o percurso definido: partida na última carruagem e meta na primeira. As autoridades da composição bem tentaram mete-los para dentro, recorrendo a gestos e a buzinadelas, mas a prova só acabou quando o Velhinho terminou o circuito. Meia-hora de descanso para os “bravos de Paço de Arcos” e nova animação: &lt;i style=""&gt;slows &lt;/i&gt;unisexo. O Focas e o irmão do Marreco levantaram-se e, ao som de uma música romântica, abraçaram-se e dançaram com sensualidade para a carruagem que ia atestada de velhas chaparronas tipo morcegos. Para abrilhantar o número, o Pilas foi à casa de banho e encheu de água uma camisa-de-Vénus, que pôs a circular pelos passageiros. A pouco e pouco a carruagem foi-se esvaziando de autóctones, acabando por ficar exclusiva dos “meninos de boas famílias” da Costa do Estoril. Entretanto algo parecia ter acontecido, um fenómeno do Entroncamento: o Peidão crescera durante a viagem, as mangas do &lt;i style=""&gt;blaiser&lt;/i&gt; castanho que o Pedro Sá lhe tinha emprestado acabavam nos cotovelos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Era o que eu usava quando a catequese ainda me aceitava, - explicou o proprietário, escondendo o facto de ter sido expulso da instituição aos 10 anos por ter desviado dinheiro da caixa das esmolas para ir comprar um maço de GS Filtro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A chegada a Estremoz foi inesquecível para os habitantes. A rua principal estava recheada de laranjeiras carregadas de frutos reluzentes. Segundo reza a lenda, quem começou a guerra foi o Pilas, que acertou em cheio com uma laranja na cabeça do Conan que ripostou, mas falhou o alvo, esborrachando o esférico no fatinho catita do Velhinho, que também não gostou e respondeu à letra,…..Bastou meia-hora para a estrada principal estar pintada de cor de laranja. Mas como tinham de chegar a horas ao jantar na casa da família da namorada chaparra de um dos paço-arcoenses, sacudiram os caroços dos fatos e apresentaram-se na morada indicada. Foram recebidos como heróis e deram de caras com um repasto digno de príncipes. O Conan foi o primeiro a beijar a dona da casa e pediu para lavar as mãos. Só que não disse toda a verdade. Tinha saído de casa com a tripa cheia e durante a viagem a trepidação do comboio inibira o conteúdo de sair. Mas a “Guerra das Laranjas” acalmara-o e agora saíra tudo de uma vez. A fila para o WC aumentou, mas o Conan recusava-se a sair, puxando compulsivamente o autoclismo. Quando se viu obrigado a abandonar as instalações sanitárias, pois caso o não fizesse os colegas de escola ameaçavam deitar a porta abaixo, trouxe atrás de si um cheiro nauseabundo que não ficava nada atrás do Litopol. Devido a este “grande percalço” o jantar acabou de imediato e o Gang resolveu ir fazer uma visita de cortesia à pensão onde estavam alojados os dois únicos paço-arcoenses com posses: o Bakaus, teoricamente o maior cobridor do país, um conquistador cruel que não escolhia e atacava as suas presas sem estados de alma, e o sempre abonado com libras, o Pierre Pomme-de-Terre. Só dois tocaram à porta enquanto que os restantes permaneceram acoitados numa esquina. Uma velha estilo bruxa abriu a porta:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Boa-tarde minha senhora, viemos dar um beijinho aos nossos manos, que estão aqui hospedados, - disse o pilas com um sorriso rasgado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- São meninos de Lisboa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Sim, - respondeu o Conan, afastando com as mãos os vestígios gasosos da “obra” que tinha produzido uns quarteirões acima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Entrem, a casa é vossa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Entraram todos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Chiça, e eu a pensar que as famílias numerosas eram aquelas que não tinham televisão, – resmungou a mulher morcego.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A contabilidade da casa era rigorosa, havia um contador à saída de cada tomada, mas o Bakaus já tinha feito uma ligação directa. O aquecedor estava ao máximo e o aparelho de controlo a dormir. Em cima de uma das mesas estava o garrafão de colónia “Lavanda” do gordo caixa-de-óculos com nome afrancesado. Quando o Gang se despediu dos “manos” o perfume transbordava dos sapatos italianos do Pierre Pomme-de-Terre. A festa decorreu sem incidentes de maior e alguns dos adolescentes acabaram a dormitar nos bancos do jardim, nunca tendo conseguido adormecer, porque a polícia colara-se ao espaço público e intervinha de cada vez que se deitavam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-1008267254505128682?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/1008267254505128682/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=1008267254505128682' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/1008267254505128682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/1008267254505128682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/02/comandante-guelas.html' title='Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SYWCTwNKj6I/AAAAAAAAAHQ/gBmsD4-meYk/s72-c/Estremoz.png' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-1920802065533059484</id><published>2009-01-19T03:31:00.000-08:00</published><updated>2009-02-01T03:20:48.230-08:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SXRljXN8KtI/AAAAAAAAAHI/GGg3OIk-V08/s1600-h/Mota.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SXRljXN8KtI/AAAAAAAAAHI/GGg3OIk-V08/s320/Mota.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292967120269486802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;GNR &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;versus &lt;/span&gt;Picadilly&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquela manhã de segunda-feira era de treino, o Circuito de Manutenção A do Estádio Nacional iria receber a visita de dois expoentes máximos do atletismo paço-arcoense. O Gang dos Meninos Ricos e Caucasianos de Paço de Arcos tinha de estar sempre em boa forma física, pois as “chinchadas” à fruta do senhor Manuel eram diárias, assim como o gamanço nocturno dos peixes dos vários lagos da Quinta do Leacoke. O meio de transporte utilizado pertencia ao Mac Macléu Ferreira, uma soberba Vespa 50, como jurava o livrete, mas com centímetros cúbicos clandestinos devido a estar “Kitada”. Um problema de última hora obrigou a uma mudança nos planos. Os atletas não levaram capacetes porque as instalações do Estádio Nacional encerravam sempre nesse dia da semana. Confiavam na Providência Divina que, com toda a certeza, iria proteger estes dois devotos praticantes das garras da autoridade. O seu currículo provava que eram portadores de um documento, passado pelo Arquivo de Identificação de Lisboa, após autorização da PJ, que atestava o “bom comportamento cívico e moral” destes “filhos de boas famílias”. E o São Pedro sabia disto!&lt;br /&gt;- Não vai aparecer ninguém, eles acordam sempre tarde, - explicou o astuto motorista, limpando os óculos.&lt;br /&gt;Quando o par de adolescentes ia calmamente a fazer o aquecimento em cima da mota, fumando alegremente dois GS Filtro, apareceu, não uma, mas duas BMW da GNR e um carro patrulha, com tudo o que era sirene a gritar. O estudante Mac Macléu Ferreira olhou para os agentes e informou-os de que iria imobilizar-se no carreiro que estava em baixo. A autorização foi concedida e o Peidão, como cidadão exemplar, fez pisca para a direita com o braço e só o desfez quando se apercebeu que o companheiro de treino não só não fazia questão de parar, como seguiu caminho pelo morro abaixo, fazendo zig-zagues por entre os pinheiros, que cada vez eram mais. Por momentos os agentes da autoridade não reagiram, ficando divertidos a apostar quando é que os jovens desportistas iriam marrar numa das árvores. Contra todas as probabilidades, as dioptrias do Mac não foram um empecilho, mas sim uma vantagem. Ele tinha aprendido a conduzir por instinto. Aperceberam-se que não iriam ganhar nada, a não ser uma repreensão do chefe ao final da tarde, e arrancaram em alta velocidade para a rua debaixo, onde ia desembocar o morro. Quando o adolescente desportista Mac Macléu Ferreira viu o comité de recepção, deu meia-volta e acelerou para o cume, mas desta vez com um cavalo extra, o Peidão, que passou a empurrar a Vespa, pois a menina ainda estava em rodagem e não convinha dar o berro naquele momento. De repente apareceu uma depressão e os três deitaram-se de imediato. Lá em baixo ouvia-se o barulho das autoridades desesperadas. Meia-hora depois o silêncio.&lt;br /&gt;- Despistámos os chuis.&lt;br /&gt;Levantaram-se e decidiram empurrar a máquina até ao alcatrão mais próximo, ou seja, na parte de cima das bancadas do campo principal. Quando se preparavam para deixar a terra batida eis que dão de caras com uma operação “stop” personalizada. Dois GNR saciem sorridentes detrás de uma árvore, empunhando pistolas. Novo treino, nova corrida. Mac Macléu Ferreira começa a correr e a empurrar a mota com a mão direita, ao mesmo tempo que levanta o braço esquerdo em sinal de “meia-obediência” à ordem de rendição dos agentes da autoridade, com o companheiro de equipa a fazer o mesmo, mas com os braços trocados.&lt;br /&gt;- Não atire, não atire, - atiraram os paço-arcoenses, à medida que a rotação das pernas ia aumentando.&lt;br /&gt;Mas a prova era desigual, a vantagem tendia para os representantes do Estado. Bastaram meia dúzia de metros para deitaram a mão aos adversários, que foram de imediato conduzidos para junto das BMW, que estavam escondidas junto a uns pilares do edifício central.&lt;br /&gt;- Que azar senhor guarda, - interveio o Peidão, o que fumava menos. – Tivemos quase para descer o morro outra vez.&lt;br /&gt;- Vocês são sempre os mesmos. Fogem pelo carreiro, escondem-se e depois julgam que despistaram a polícia, - explicou o agente, rindo-se. – Basta-nos vir para aqui esperar.&lt;br /&gt;A autoridade demonstrava aqui que havia já um estudo estatístico das ocorrências no Estado Nacional, apesar de tudo se ter passado numa altura em que a 4ª classe bastava para se pertencer a um órgão de soberania. Dirão hoje os nossos pais que na altura deles é que o Ensino era a sério!&lt;br /&gt;- Sem capacetes, sem documentos, uma fuga à autoridade, uma tentativa de fuga, isto vai ser uma pipa de massa, - prometeu um dos agentes abrindo o bloco e começando a escrever.&lt;br /&gt;Quando entregou o papel, constava só uma multa, falta de capacete do condutor.&lt;br /&gt;- É para não irem para o café de Paço de Arcos dizerem que enganaram os chuis.&lt;br /&gt;Os atletas adolescentes agradeceram a compreensão e partiram estilo cordeiros a empurrar a Vespa-50 de Mac Macléu Ferreira, agora com a ajuda das duas mãos.&lt;br /&gt;- Podem ir montados na mota. Era o que iriam fazer mal dobrassem a esquina.&lt;br /&gt;O condutor deu ao “kiko” e a mota atirou para o ar os centímetros cúbicos clandestinos.&lt;br /&gt;- Belo motor, - riu-se o polícia.&lt;br /&gt;A equipa de atletismo da GNR tinha acabado de cilindrar o duo do café “Picadilly” (“Pica”)! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-1920802065533059484?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/1920802065533059484/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=1920802065533059484' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/1920802065533059484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/1920802065533059484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2009/01/comandante-gulas.html' title='Comandante Guélas - Série Quitéria Barbuda'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SXRljXN8KtI/AAAAAAAAAHI/GGg3OIk-V08/s72-c/Mota.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-270475536068282642</id><published>2008-12-08T09:19:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T23:57:17.668-08:00</updated><title type='text'>Camarada Choco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/ST1X9KEkbrI/AAAAAAAAAHA/Ad8Vcmg-NqQ/s1600-h/Unhas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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Um Aparafusado apaixonado, estilo Vira Bicos, colhe um Mal-Me-Quer e começa de imediato a ladainha do “bem-me-quer” , “mal-me-quer”, sendo o veredicto guardado para a última pétala. Os Desaparafusados são diferentes, cada um usa a sua estratégia. Esta história envolveu o Pitrongas, o melhor aluno da Venteira, que percorrera todas as salas do rés-do-chão, desde a número um, a turma dos quiabos, onde aprendeu o “Milho Rei” de trás para a frente, para os lados e do avesso, transitando num ápice para a sala de nível dois, a Biblioteca do Nélinho, onde se especializou em “Ginas” e “Sabrinas”; na turma seguinte, a dos “embrulhos”, ensinaram-lhe a empacotar presuntos chineses, tendo terminado este ciclo na número quatro, com retoques em báus , pinceladas em anjinhos e modelagem de pacotes. Ganhou o Bacharelato em Cartonagem. Como continuava a mostrar excelentes capacidades avançou para a licenciatura, tendo iniciado os estudos na Sala das Roscas, onde mostrou especial apetência por parafusos, gostando muito de lhes colocar as anilhas grossas. Pediu transferência para as Artes, onde efectuou um curso intensivo de Teatro para Sonâmbulos, com o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;implacável Vira-Bicos, colega de escola do Batatoon. Mas a sua consagração foi quando se cruzou com o maior pincelador da Brandoa, o famoso ex-Cunhado do Choco, responsável pela cadeira “Arte de Pintar em toda a Tela”. Pelo caminho cruzou-se com o Stor Pobre, que lhe transmitiu uma sensação de dever cumprido, a quem os invejosos acusaram de lhe baralhar a alma. Foi num passo vagaroso e saboreado que se apresentou no espaço do mestre Pintor, que lhe deu como primeira grande responsabilidade pôr o Benfiquista Bacalhau a verter águas. Mas esta sempre foi uma missão ingrata, pois o colega nunca queria só esvaziar a Bexiga, e nunca se soube o que acontecia na altura em que os dois se trancavam na casa-de-banho. Quando se preparava para mudar para o ensino superior, no primeiro andar, começou a ter comportamentos dignos de um Desaparafusado do Tojal: todas as noites, após o “noddy”, fechava-se no quarto e fazia com os calos o que o Vira Bicos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;fazia com o Mal-Me-Quer. Com esta fixação nos pés, o Pitrongas arriscava-se a criar uma pausa na sua fulgurante carreira académica e, desse modo, apagar da memória uns pés com calos, o único ponto em comum com os Aparafusados. Na sua cabeça desfilavam enigmas, logros, mistérios, embustes, traques, equívocos, ecos, reflexos, paradoxos, que lhe riscavam ainda mais a alma e depenavam a existência. Todos os sábios, que abrangia quase toda a Cerci, tentavam desvendar o porquê deste amor de perdição do artista inacabado pelo Stor Pobre. Tinha atingido com brilhantina no cabelo o estatuto de boneco de ventríloquo e atirava agora todo o fenomenal trabalho académico pela pia abaixo, porque resolvera enveredar por um amor não correspondido, que lhe estava a dar cabo dos cascos. O que é que ele veria naquele Stor Pobre, careca, com falta de dentes, folgas nas juntas, que urinava sentado, e outras mazelas da terceira idade? &lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-270475536068282642?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/270475536068282642/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=270475536068282642' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/270475536068282642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/270475536068282642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2008/12/camarada-choco.html' title='Camarada Choco'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/ST1X9KEkbrI/AAAAAAAAAHA/Ad8Vcmg-NqQ/s72-c/Unhas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-3460400490316184928</id><published>2008-11-02T11:03:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T23:03:01.928-08:00</updated><title type='text'>O Comandante Guélas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SQ353f4ka8I/AAAAAAAAAGI/_GAboTfSmDE/s1600-h/Peru.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 301px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SQ353f4ka8I/AAAAAAAAAGI/_GAboTfSmDE/s320/Peru.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264138271312866242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Peru de Natal&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTomas%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt; 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Educara a filha nos melhores colégios do país, onde se fumava atrás do túmulo de D. Dinis, com princípios morais dignos da nobreza e agora aparecia-lhe em casa um estudante cromagnon, tipo Caniche gigante, que estava retido há vários anos no 7º Ano do Liceu, tendo conseguido passar unicamente à disciplina de “Introdução à Política”, retenção esta que, segundo a sua verdade, se devia a uma traiçoeira pneumonia dupla. Só podia ser um pesadelo! Beliscou-se mas os cabelos pelos ombros estilo carapinha, do pai do seu futuro neto, continuavam a fazer-lhe cócegas nos olhos. Olhou para baixo e reparou que o “coisinho” vinha equipado com uns soberbos chinelos ortopédicos com unhas estilo garras. A filha trocara o Pitrongas, um Flamingo majestoso, por este Pteurossauro da Terrugem. O tempo passou, a revolução deu-lhe um empurrão académico milagroso e o cromagnon acabou por definir o seu grande objectivo de vida, que era ter direito a “Dr.” nos cheques. Mas às vezes tinha recaídas existenciais! E uma delas foi no período do Natal. Para subir um pouco na escala de preferências da sogra ofereceu-se para ir buscar o peru, no carro dos pais, a Caxias. E levou o cunhado Peidão, um jovem atinado e já com muitas preocupações ambientais, que seria o seu moço de recados pois o Vaca Prenhe já se considerava doutor e ficava mal a um jovem adulto com tantas habilitações académicas, ir buscar uma ave à cozinha duma messe, recheada de praças e cabos. O cromagnon ficou sentadinho ao volante a ver a chuva a cair com violência e a fumar um cigarrinho. Recolhido o bicho, que vinha desmontado, o motor do carocha preto tornou a roncar. Ainda tinham percorrido poucos metros quando o carro parou repentinamente. O Vaca Prenhe olhava fixamente para o horizonte. Junto a uma paragem de autocarros rodeada de água por todos os lados, estava um jovem cristão de fato azul cueca, pronto para ir passar a consoada com a família. O Peidão olhou para o cunhado e viu-o a deitar fumo das orelhas, ao mesmo tempo que acelerava o carro, que estava em ponto-morto. No ombro esquerdo do motorista estava um morcego com uma capa vermelha e no outro um anjinho estilo OMO. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;- Ele está a gozar contigo! – Segredou-lhe o morcego. – Prego a fundo rapaz, como antigamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;- Tu agora já és pai e marido, tens algumas responsabilidades, - avisou o anjinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;- É só mais uma vez, dá-lhe uma banhada, – gritou o da esquerda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;- Pensa no desgosto que vais dar à tua querida sogra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;- Acelera antes que chegue a carreira. É a despedida de solteiro que a tua mulher não te deixou fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;O carocha já roncava!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;- Se não avançares já, nunca mais te ajudo nos exames nacionais como te fiz em português, quando levaste o livro certo e copiaste aquilo tudo. E sabes o que isso significa? – Ameaçou o morcego com a capa vermelha bufando-lhe aos ouvidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;O carro saiu a guinchar, o Vaca Prenhe levava o Peidão colado ao banco, com o peru a querer sair da caixa. A enorme poça levantou-se toda de uma vez e o jovem cristão de fato azul-cueca desapareceu no meio do Tsunami natalício.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-3460400490316184928?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/3460400490316184928/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=3460400490316184928' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/3460400490316184928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/3460400490316184928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2008/11/o-peru-de-natal.html' title='O Comandante Guélas'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SQ353f4ka8I/AAAAAAAAAGI/_GAboTfSmDE/s72-c/Peru.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-8872090625940136788</id><published>2008-11-12T01:13:00.000-08:00</published><updated>2008-11-12T01:18:42.317-08:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Submarino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SRqeeQgXLPI/AAAAAAAAAGY/OrksVW3rmak/s1600-h/submarino1.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;O Motim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A próxima regata, a do “Pirilampo Mágico”, era de noite e o comandante do “Carapau Cocciolo” inscrevera-se, determinado a levar mais uma taça para o convés, junto às grades de cerveja. E foi durante uma reunião de fim-de-semana, em que se delineava a estratégia de “velejar por toda a costa” (patrão Lopes), que o cartógrafo Mac Macléu Ferreira tomou conta da ocorrência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- De noite, com o 75% à proa? – Perguntou indignado o ex-loirinho e agora quase calvo, caixa-de-dioptrias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- É mais uma vantagem para a nossa vitória, - explicou o comandante. – A organização exige que cada concorrente leve um objecto florescente e nós temos a sorte de um de nós brilhar. Vamos pontuar por “originalidade”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Mas isso já interfere com os meus negócios, - gritou o cartógrafo tendo um ataque de tosse, que não se sabia se era do tabaco ou do coração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Com os teus negócios? – Perguntou o marujo Cabeçudo, agora um especialista em “Política Internacional”, desviando o olhar do livro “Como fazer bifes de cavalo saberem a tornedó”, da autoria do Professor Tino, e fixando-se nas incalculáveis dioptrias do careca loirinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Com o 75% amarrado à proa e a brilhar como um lampião, as lulas irão tomar de assalto o “Carapau Cocciolo” e amanhã não terei moluscos cefalópodes para empacotar, - gritou o empresário de moças recheadas dando uma palmada no 75%, que já roncava e acordou estremunhado:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- A minha dentadura, a minha dentadura???&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Segredos e tabus era o que não faltava na vida desta tripulação com o maior currículo da vila e arredores. Numa entrevista recente à “Voz de Paço de Arcos”, Mac Macléu Ferreira declarou que nunca revelaria o segredo do recheio das suas lulas e o mestre da embarcação confidenciara que fora preciso investir muito tempo e algumas cervejas para dar prontidão à tripulação, porque fazer parte do submarino era uma profissão a tempo inteiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- O meu trabalho como capitão da embarcação não é reunir os “magníficos”, mas sim ver-me livre deles no final do dia, quando as cervejas acabam, - explicou ao senhor Coutinho, o dono da revista. – Já tive um dia de chamar de urgência um chinês para vir buscar o mano, que pretendia sair pelo lado do mar. Se a polícia marítima visse seria acusado de estar a desembarcar clandestinos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Na marina é impossível passar pelo “Carapau Cocciolo” sem saber o que é o “Todos os Chatos”. Os membros do submarino foram talhados ao ponto de irem ao fundo da natureza humana buscar os melhores flatos, especialmente no que eles representam de vaidade para quem os solta, mostrando a elegância, a acuidade e a profundidade destes skills náuticos. Os marujos do “Todos os Chatos” são mestres na retórica e oratória náutica, aparecendo muitas vezes sonolentos , só saindo do torpor quando cortam a meta no terceiro lugar. Nestas alturas aplaudem a mãos cheias o momento em que o maçadíssimo Vaca Prenhe ergue a taça do último. Mas houve um dia, tirando o caso da lulas, que a tripulação do “Carapau Cocciolo” esteve perto do motim: em vez de várias grades de cervejas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o carteiro entregou, à vista de toda a marina, um pacote de fraldas “Lindor Anatómico”. O 75%, que tem uma concepção épica do mar, acusou os colegas de “achincalhamento marítimo” e a sua fúria chegou a ser arrebatadora e comovente, tendo fundido várias lâmpadas da Marina e atraído todos as tainhas da zona. O submarino virou traineira e tudo voltou ao normal quando o Mac Macléu Ferreira, um careca loirinho fascinante e com uma história ainda mais fascinante para contar, foi a correr hastear o pavilhão. A única excepção foi o marujo Cabeçudo que tinha acabado de perder o seu novo livro, “Como transformar carne de cão em carne de veado” (Zé da Quinta). Nesse momento acabara de atracar o rival “Todos os Chatos”, onde o sentimento predominante era o tédio. A primeira imagem do submarino traineira era a de um veleiro em actividade intensa, cuja acção da tripulação antes de cada regata era levar o 75% em mãos, seis, para a proa, previamente forrada a papel de jornal. Nestas ocasiões a imagem de um&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;veleiro de competição dava então lugar à de uma unidade de cuidados intensivos.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-8872090625940136788?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/8872090625940136788/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=8872090625940136788' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/8872090625940136788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/8872090625940136788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2008/11/comandante-gulas.html' title='Comandante Guélas'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SRqeeQgXLPI/AAAAAAAAAGY/OrksVW3rmak/s72-c/submarino1.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-4464628964927793656</id><published>2008-11-09T11:29:00.000-08:00</published><updated>2008-11-09T11:46:54.211-08:00</updated><title type='text'>Camarada Choco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SRc6xBHytnI/AAAAAAAAAGQ/-Ylo9Q13p-0/s1600-h/Kaos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 254px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SRc6xBHytnI/AAAAAAAAAGQ/-Ylo9Q13p-0/s320/Kaos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266742903022204530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Aventura 61 – Kaos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Melhor, muito melhor, - prometeu a proprietária de tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;A expectativa era enorme, a multidão de chinesas foi-se acumulando em redor da generala, senhora absoluta do local onde se prometia aparafusar Desaparafusados, mas que até aqui só tinham conseguido desaparafusar Aparafusados, e tudo graças ao legado desta eleita da Brandoa. Na fila de trás estavam as escravas, atraídas pela&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;promessa de um emprego, mas reduzidas ao eterno cargo de “voluntárias”. O Cabo Pilas alinhava-se junto à chefe, já antevendo o momento da substituição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Tia, - chamou a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ele a Madrinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Tia?! – Reclamou a Proprietária.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Desculpe, eu queria dizer Doutora Sem…Com…Sem…Com, - e encravou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Desembuche que eu tenho de distribuir os convites.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O Pilas estendeu-lhe as folhas escritas pelos Desaparafusados que tinham ido visitar o centro militar vizinho da escola e afastou-se a tossir. O Pitrongas que ia a passar fez-lhe logo o diagnóstico do costume: “pintelhinho na garganta”!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Já aqui estão todas, podemos começar. Como devem saber, eu gosto de premiar quem trabalha…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- …vai dar-nos mais trabalho, - atirou a pirosa, compondo o mostruário de broches que os Desaparafusados da sua sala sabiam fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Ou então os contemplados são os do costume, o Porres e a Piulia, mesmo estando de baixa até Dezembro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Tenho aqui três convites para uma exposição de Cooperativas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;na FIL, a “Co-Operative”!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;A debandada foi geral e só três ficaram encurraladas: a Pirosa, a Menina Tatrícia e a Outra. A Doutora Sem Canudo agarrou-as e nomeou-as embaixadoras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- “Co-Operative”? – Perguntou a Menina Tatrícia, levantando o braço e um sobrolho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Eu traduzo para português, afinal de contas sou uma Doutora e tive Inglês Técnico. “Co-Operative” quer dizer “Cooperativa” e “Cooperativas” só há umas: as de Desaparafusados. Esta exposição é sobre reeducação e eu quero que a minha quinta esteja na vanguarda da educação e não seja como muitas que ainda usam paus de gelados para fazer talas. Bem, tenho de me ir embora, espera-me mais um voluntário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;E a confirmação de que a Doutora Sem Canudo era uma enciclopédia viva da Farinha “Pensal”, aconteceu quando as embaixadoras deram de caras com o stand da Malásia: “Mongkos”! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Mongkos?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Sim Pirosa, quer dizer Mongas em Malaio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Não, não é isso, já viram o poster.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Era estranha a educação de Desaparafusados na Ásia. Numa varanda bem iluminada, várias estudantes com necessidades educativas especiais exibiam umas coloridas mini-saias, acompanhadas de uns decotes que fariam corar de vergonha o senhor Pintor, ultimamente conhecido por Mamma Mia por andar vestido à padeiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;No dia seguinte a Madrinha apareceu cedo na sala de Artes Plásticas e presenteou o Cunhado do Choco com um novo voluntário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Um utente novo? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Um voluntário que traz acopulado qualquer coisa ligada aos “desenhos animados”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- “Desenhos animados”? – Questionou o Mama Mia, levantando o sobrolho de especialista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- O currículo era uma folha A4 em branco e eu lá consegui dar-lhe uma habilitação mínima para vir para aqui. Tem a categoria de “Faz-de-Tudo infinitamente”. Chama-se Pateta e vem para aqui ajudar os colegas…não…os utentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;E enquanto tentava justificar mais um escravo, um vulto apareceu por detrás e chamou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Tia!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;A Madrinha voltou-se esganada e deu de caras com o Cabo Pilas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Acompanhe-me imediatamente ao meu gabinete.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Entretanto o Choco despira-se totalmente num abrir e fechar de olhos apanhando de surpresa o chefe bibliotecário, o senhor Nélinho. Numa sala próxima o Stor Pobre lia o processo duma Desaparafusada que se dizia filha do Stor Rico. Tinha vindo de São Tomé, como cautela ganhadora de uma enfermeira sua tutora, que a única coisa que sabia de hospitais era limpar o chão e despejar cinzeiros. A Preta Fininha tinha tido um ataque epiléptico, na altura em que a mãe sofrera um ataque de malária e morrera. De imediato os familiares acusaram a pequena de bruxaria e expulsaram-na da aldeia à cocada. Como era sempre a descer, nunca mais parou acabando por chocar, algumas horas depois, com a dita Enfermeira Sem Canudo, que a levou para o hospital e tratou de arranjar a papelada para vir fazer reabilitação à cautela premiada que lhe tinha caído ao colo,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;na Europa. Chegavam mais depressa aqueles com um monga ao colo, do que os outros que resolviam vir de barco. A Preta Fininha aterrou na Portela só com nome próprio, pois perdera os apelidos durante a fuga, tendo a seu lado a extremosa tutora, agora senhora de uma habitação social e de um subsídio maior que o ordenado do presidente do seu país natal. No andar de cima o Pilas tentava justificar as cartas de agradecimento que os seus Destravados tinham escrito ao comandante do quartel militar vizinho após a visita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Ó Cabo Pilas, garante-me que foi a Ludrinhas que escreveu esta carta:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“Venho por este meio agradecer ao senhor coronel o convite que me fez para visitar as suas instalações, de que gostei muito, ficando prometido desde já que serei voluntária na próxima incorporação para a arma de artilharia, pois acho que o meu meteorismo intestinal será muito útil ao país”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;-&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;É tão certo como eu medir um metro e noventa. A Tia…perdão…Madrinha há-de reconhecer que o meu trabalho é exemplar e deveria recompensar-me com o cargo de Coordenador. A outra dorme o dia inteiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- E esta é a carta&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;do Choco:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;“Meu caro colega coronel, gostei muito de visitar as suas instalações, fizeram-me recordar a minha juventude nos Comandos da Brandoa, em que distribuía diariamente vários morteiros à minha mana e mamã. Espero em breve tornar aí e envergar de novo umas fraldas e uns babetes dessa tropa especial onde o meu padrinho Cabo Pilas andou”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Eu não brinco em serviço, ando muito mas não brinco. Penso que deveria ser recompensado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- E esta é de quem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;“ Colonel, gostlei muintlo de visitale os escotleilos e não me vlou malis esquecele do caminho”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"&gt;- Essa é minha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-4464628964927793656?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/4464628964927793656/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=4464628964927793656' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/4464628964927793656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/4464628964927793656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2008/11/camarada-choco.html' title='Camarada Choco'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SRc6xBHytnI/AAAAAAAAAGQ/-Ylo9Q13p-0/s72-c/Kaos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-7066541591157572673</id><published>2008-10-21T06:44:00.000-07:00</published><updated>2008-10-21T06:48:12.248-07:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SP3c-GpiTjI/AAAAAAAAAFM/xoZioFwiQF8/s1600-h/radio_submarino.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SP3c-GpiTjI/AAAAAAAAAFM/xoZioFwiQF8/s320/radio_submarino.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259602899333434930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Submarino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTomas%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt; 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Mas antes disto os “cotas” tiveram de ir tirar a carta de “Patrão de Costa”, porque hoje tudo é muito diferente dos saudosos anos da revolução, em que bastava ter um palmo de altura para se saltar para os comandos de tudo o que mexesse, desde a Sesaltina, passando pela “Zundapp” do João da Quinta e parando no “cabinado” do Pierre-Pomme-de-Terre ou no potente quatro cavalos do Horta. E como a maioria dos Paço-arcoenses tinha optado pelas “Letras” no 6º ano do Curso Geral dos Liceus, o exame final foi um fiasco para alguns. O Vaca Prenhe apanhou com cálculos logarítmicos e enfiou com o barco virtual na Trafaria, em vez de Belém como pretendiam os examinadores. Esta é a história duma dessas tripulações, a do “Carapau Cocciolo”, um soberbo iate de cor cinzenta, mais conhecido como o “Submarino”, igual à cor das saudosas cuecas que o Bajoulo levava para Cascais nos tempos do PREC (Período Revolucionário Em Curso). A tripulação é constituída por quatro indomáveis gerontes Paço-arcoenses:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;1 Velho Artista do Mar com 75% de desconto durante 10 anos, segundo documento oficial;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;1 Velho Empresário das Lulas, com várias dioptrias e vestígios de ter sido no passado um loirinho irresistível;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;1 Velho Cabeçudo que anda agora na Universidade para a Terceira Idade, porque não quer ir para a cova sem antes ter “Dr.” nos cheques;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;1 Velho Homem do Leme e proprietário da embarcação, que faz a vez do “Balão” quando vai para a proa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O Velho Peidão, o mais ajuizado de todos os tempos, já andava com a pulga atrás da orelha, porque de cada vez que se deslocava em passeio até à Marina de Oeiras, para cumprir o Circuito do Reumático, apercebia-se da ausência do “Carapau Cocciolo”. Soube toda a verdade quando deu de caras, na secção das frutas do shopping, com o tripulante dos 75% de desconto, que lhe contou a estrondosa vitória que tinham arrecadado na mítica regata “Patrão Lopes”, com partida na foz do Jamor e chegada na foz do esgoto da Praia Velha, e tudo isto graças a ele. A partir desse dia o Velho Homem do Leme pôs a tripulação em estágio, e obrigou-os a treinar diariamente. Daí o espaço vazio diário na marina! Sentaram-se calmamente no banco junto à frutaria e o 75% contou a aventura, com relato exclusivo no “Bord’água”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- O marujo com desconto vai para um lugar de destaque, - ordenou o capitão do “Carapau Cocciolo”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;De imediato o Cabeçudo, de nome próprio Pontas, agarrou no ancião e amarrou-o à proa, não fosse ele cair devido a um golpe de vento traiçoeiro e atirar pela borda fora a vantagem de levarem um velho ao quadrado com 75% de desconto, que lhes permitia partirem vinte minutos antes. Mas para isso tiveram de colocar na popa um autocolante azul com o desenho de uma cadeira-de-rodas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Dá-lhe uma seca de história que ele adormece e não se mexerá muito, - avisou o experiente lobo do mar de nome Mac Macléu Ferreira, um homem com um contacto diário com lulas e especialista em mapas, onde a evolução da&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;prova era seguida, sinalizada e decidida. Nestas alturas este cartógrafo deixava sempre as lunetas em casa e guiava-se pelo instinto, sinal do uso de tecnologias sedutoras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Das mesas às camas, das loiças às roupas, tudo foi passado a pente fino pelo exigente comandante do “Carapau Cocciolo”, também conhecido por “submarino”, com um rigor e uma autenticidade que fazia com que estes heróis paço-arcoenses regressarem ao tempo pós-25 de Abril, vivido sobre o abismo, - contou o 75% ao atento e responsável Velho Peidão, ao mesmo tempo que deglutia um gostoso “Bollicao”, acompanhado por “Pistachios” chineses.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Cada embarcação era obrigada a ostentar um pavilhão com a figura imponente da ex-miss praia Quitéria Barbuda, a ninfa do Jamor, e até nisto o “submarino” estava a milhas de distância, pois o seu proprietário, um homem sempre ligado a causas sociais, deixara o 75% hastear o desenho que fizera quando estava à espera que a Junta Médica lhe fizesse a inspecção. Na linha de partida alinharam-se os melhores veleiros da Costa do Estoril, com destaque para os dois representantes paço-arcoenses, o “Carapau Cocciolo” e o “Todos-os-Chatos”, este com lugar cativo no terceiro lugar em todas as provas com 3 concorrentes. Um minuto antes do flato do Pacheco, igual àquele que dera vinte anos antes em Espanha no meio de um grupo de meninas que tinha cercado o capitão do “Carapau Cocciolo”, tiro este que daria início à regata do “Patrão Lopes”, o “Submarino” foi autorizado a avançar 75 metros em virtude de ter um tripulante com o mesmo valor de desconto, seguindo o mesmo princípio da “MultiOpticas”. A tripulação sabe que nunca poderá usar o radar, pois os seus efeitos no colega 75% são equivalentes à “Kryptonita Verde” sobre o Super-Homem, e a última coisa que este quarteto deseja é ser capa do “24 Horas” a dizer “Racismo a bordo do Submarino”. E para terminar uma reflexão sobre o “Sub-Gang do Carapau Cocciolo”. Há uma vertigem libidinosa tão intensa nesta tripulação, centrada numa das questões mais em aberto na história desportiva paço-arcoense, a vitória. A tripulação do “Carapau Cocciolo”, também conhecido como “Submarino”, representa a humildade cívica, moral e intelectual da vila de Paço de Arcos, e o gang será sempre recordado como uma espécie de vanguarda estética cujos membros nunca couberam em categorias. Eles são, não os últimos moicanos, mas sim os últimos membros do Império Espiritual Português. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-7066541591157572673?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/7066541591157572673/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=7066541591157572673' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/7066541591157572673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/7066541591157572673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2008/10/comandante-gulas_21.html' title='Comandante Guélas'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oTGEfikNSc8/SP3c-GpiTjI/AAAAAAAAAFM/xoZioFwiQF8/s72-c/radio_submarino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-8460880121628156814</id><published>2008-10-07T11:51:00.000-07:00</published><updated>2008-10-07T11:52:37.546-07:00</updated><title type='text'>Comandante Guélas</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTomas%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:SimSun; 	panose-1:2 1 6 0 3 1 1 1 1 1; 	mso-font-alt:宋体; 	mso-font-charset:134; 	mso-generic-font-family:auto; 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 /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Missão 1&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Operação “Solaris”&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Há muitos, muitos anos, no saudoso ano de 1975, com o ambiente sempre ao rubro, a célebre Brigada Bigornas, deslocou-se ao Cine-Teatro de Paço de Arcos para apreciar um filme realizado na URSS, que tinha por título “Solaris “. Dois comandos mandatados pelo glorioso Comandante Guélas, devidamente sentados nas cadeiras de pau, o chamado “sumapau”, despejaram ácido «Muriático» por cima dum pó chamado «Litopol», que se encontrava acondicionado numa caixa de fósforos, aos pés de um deles. Formou-se de imediato uma nuvem esbranquiçada que saiu direitinha, e em passo acelerado, para o balcão. O Chico Sá, que tinha acabado de entrar, fugiu em debandada, assim como o Focas, que já estava a dormir, e que passou por cima do único preto que havia em Paço de Arcos. Cinco minutos depois foi o marreco, o da projecção, e atrás dele todos os presentes. Os responsáveis pelo evento cultural depressa acusaram a “reacção” de ser a responsável por tão vil atentado! O Todo-Boneco nem teve tempo para atirar a sua já famosa frase, “espera aí que já cospes”, reservada para as cenas de beijocas, porque a assistência esfumara-se. Toda?! Toda, não, só ficou sentado o Milhas, o único que tinha pago o bilhete. O Álhi, o bombeiro de serviço, nunca mais foi visto por aquelas bandas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Foram chamadas as autoridades, representadas pelo Cabeça-de-Giz e o Chefe Bigodes, inimigo juramentado do Mac Macléu Ferreira, que iniciou de imediato a investigação, dirigindo-se ao local onde os organizadores do evento juraram terem-se refugiado os soldados do Comandante Guélas: o restaurante “O Tino”! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Quando entraram no estabelecimento comercial deram início ao inquérito, dirigindo-se ao primeiro suspeito, o senhor Carlos Ponta, que estava a fingir que jogava, numa máquina de “flipers” desligada. O interrogatório foi acutilante, outra coisa não se poderia esperar da tão famosa dupla:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- O senhor estava no cinema? – Perguntaram, com um olhar penetrante, do alto dos seus galões. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Sim, senhor guarda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- E o que foi lá fazer?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Ver o filme.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Fim do Inquérito!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A projecção recomeçou uma hora depois, no meio de um enorme cheiro a merda, em que os únicos espectadores foram obrigados a assistir por ordem do Comité Central. Ao lado deles estava o Milhas que, como se disse atrás, fora o único otário a pagar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-8460880121628156814?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/8460880121628156814/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=8460880121628156814' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/8460880121628156814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/8460880121628156814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2008/10/comandante-gulas.html' title='Comandante Guélas'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-2376252853535044971</id><published>2008-09-29T10:25:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T10:29:10.039-07:00</updated><title type='text'>Na Terra do Comandante Guélas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Introdução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTomas%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; 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&lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Onde é que estavam os adolescentes no 25 de Abril?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Tudo começou em 1975, quando os cartazes da “Maioria Silenciosa” foram queimados à pressa junto ao depósito de água no Alto da Loba. O João da Quinta ainda foi a tempo de acender um cigarro mata-ratos da marca “Definitivos”, cujo fumo lhe despertou o único neurónio, alertando-o para a grande oportunidade que tinha aqui para arranjar um emprego compatível com o seu estatuto de filho do caseiro do Leackoque. Depressa acreditou que era um sinal da sua defunta avó Sesaltina! Alguns dias depois, na Comissão de Moradores, realizada no Pavilhão Desportivo de Paço de Arcos, no Pimenta, alguém interpelou a mesa para que proibissem os moradores do Alto de Paço de Arcos de votarem nas propostas, por morarem em chalés. Do meio da multidão levantou-se o grande Ratinho Blanco e lançou a questão da sua vida, que marcaria para sempre os destinos da vila:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;- Então eu, que vivo na Pedreira, também vou ser impedido de votar, pois a minha barraca também tem as características de um chalé?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Foi o segundo sinal!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O contra-ataque veio sob a forma de uma manifestação que se iria realizar no dia seguinte, com partida na estação de Paço de Arcos, e rumo ao Alto, onde vivia a burguesia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A guerra tinha começado, preparava-se uma recepção apoteótica aos invasores. No dia seguinte, e segundo informações dos espiões do Alto, só apareceu um manifestante no local de encontro que, com vergonha e medo, apanhou o comboio para Oeiras e foi pregar para outra freguesia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Nesse dia o glorioso Comandante Guélas declarou a independência e fundou a República Independente do Alto de Paço de Arcos, com anexação imediata da Terrugem, a pedido da sua padeira e ideóloga mais famosa, a Doutora Quitéria Barbuda. A bandeira foi hasteada e o Comandante ordenou a mobilização geral. Assim nasceu o Gang dos Meninos Ricos e Caucasianos de Paço de Arcos (G.M.R.C.P.A.), cuja missão era formar o indivíduo, a família, a sociedade e o Estado de Paço de Arcos, e posteriormente o “Guélanismo”, a unidade entre os territórios de Oeiras, partindo depois para a conquista do Mundo. Foi o relançar dos Descobrimentos, tendo agora como ponto de partida a Praia Velha. Cada indivíduo iria palmilhar a terra, individual ou colectivamente, tendo como missão transmitir os valores, através de palavras ou actos, da sua nova pátria. Foi declarada a verdade oficial, que dizia que era um facto científico que Deus criara o “Paçoarquiano” quando bufara o “sopro da vida”, tendo Quitéria Barbuda sido criada da costela do Comandante Guélas, enquanto que os seus inimigos descendiam dos macacos, mas a sua evolução fora negativa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-2376252853535044971?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/2376252853535044971/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=2376252853535044971' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/2376252853535044971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/2376252853535044971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2008/09/na-terra-do-comandante-gulas.html' title='Na Terra do Comandante Guélas'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7727348.post-4236847695561722224</id><published>2008-09-17T11:29:00.000-07:00</published><updated>2008-09-17T11:31:29.238-07:00</updated><title type='text'>Aventura 60 – A Outra</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTomas%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	mso-bidi-font-size:10.0pt; 	font-family:Arial; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-language:PT; 	font-weight:bold; 	mso-bidi-font-weight:normal;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Programa do Governo Parágrafo 12 –”Eu ando por aí”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Informação aos leitores.: a Dona Pilca foi a banhos e como tal estará ausente desta história, que é para maiores de dezoito anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Kodac, o que é que fazes aqui fora? – Perguntou a Psicóloga Morena, vinda por detrás.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O homem virou-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Pilas? Desculpa Cabo Pilas, mas esse teu pescoço engana-me sempre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Pilas?! Mas isso é maneira de abordar um desconhecido?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Estou confusa, se calhar tive um AVC e nem dei por isso. O senhor não é o Kodac, não é o Cabo Pilas, então o que é que faz aqui junto à porta da Escola de Desaparafusados da Venteira, ex-Brandoa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Mano, mano, - gritou alguém duma das janelas do primeiro andar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;A Psicóloga olhou para cima e viu o Cabo Pilas a acenar para o desconhecido. De início pensou que o seu colega estava a alucinar, talvez tivesse tido mais uma travadinha igual à dela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Ma…ma…ma…no, no, - chamou alguém vindo por detrás do chalé da água.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Kodac? Mas que grande confusão, vocês são todos do mesmo tamanho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O mano dos manos, que eram manos só no fenótipo e não nos genes, contou que tinha sido despedido de motorista do Portugal dos Monguinhas, e que a Doutora Sem Canudo, sempre atenta às promoções, o contratara por metade do preço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Pior que o Porres é impossível, - desabafara na altura no seu café, o “Bar Azul”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O novo motorista Pilas nem queria acreditar quando a filha clandestina do Stor Rico, retinta e desaparafusada, o chamou para o informar que era tão feio e por isso não fazia o seu género:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Houve lá ó princesa, tu não tens espelhos lá em casa? – Respondeu-lhe já à beira de um ataque de nervos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Mas, no fundo do corredor aconteceu algo que alterou por completo a confusão que se instalara à porta da quinta da Madrinha. O Esgalhador acabara de aparecer à porta da casa de banho com as calças arreadas e a fruta a badalar ao vento. O Stor Pobre, o mais ajuizado deste mundo de Desaparafusados, incluindo os Aparafusados, viu a figura imprópria do “abafador compulsivo do seu próprio palhacinho” e entregou-o, em mão própria, na sala respectiva, a da Outra. As colegas, que estavam alegremente a pôr roscas nos parafusos, pararam a produção e nem queriam acreditar no que viam. Afinal o colega não tinha aquilo que parecia ter todos os dias: um cacete tipo alentejano! Não passava de uma ervilha, e seca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Ai filho, e eu a pensar que eras o maior génio desta sala. Tanta altura para nada! – Desabafou a Outra, puxando as calças do seu mongalhão para o local certo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;As colegas continuavam a rir. O Esgalhador olhava agora para a multidão por cima dos óculos e procurava desesperado um buraco para se esconder, mesmo sendo um Desaparafusado. A sua tutora, a Outra, estava encostada à parede, com o cotovelo direito apoiado no corrimão e a mão a suportar a cabeça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- Tantos anos a fazer publicidade ao meu Esgalhador, mas afinal ele estava a coçar somente uma borbulha. O que é que irão dizer as minhas colegas, que os têm mais baixinhos, mas com valentes chourições? O Esgalhador não me poderia ter feito isto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Mas o artista já estava em fuga, passara por cima de vários colegas e ninguém parecia segurá-lo. Ninguém? Havia uma heroína, a Menina Tatrícia, que o colou a uma cadeira. Pelo caminho a Afilhada Doutora com Canudo, chefe suprema de metade do Rés-do-Chão nos dias pares, sendo os ímpares exclusivos da Madrinha, ainda tentou uma abordagem pedagógica, mas ia caindo do alto das suas faluas, as mais indicadas para manipular mongas. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7727348-4236847695561722224?l=camaradachoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://camaradachoco.blogspot.com/feeds/4236847695561722224/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7727348&amp;postID=4236847695561722224' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/4236847695561722224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7727348/posts/default/4236847695561722224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://camaradachoco.blogspot.com/2008/09/aventura-60-outra.html' title='Aventura 60 – A Outra'/><author><name>Camarada Choco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10537235184225731173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16116658664084091017'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>